Je repars à zero
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
So long...
Essa pessoa vem em câmera lenta na sua direção enquanto todo o resto do mundo corre sua rotina comum. Parece clip de música da Alanis, com fundo musical daquele compositor alemão. Aquele que estava vivo ainda.
E aí acontece o tão esperado "Oi".
E o silêncio cai outra vez.
"Vamos pela Regent Steet?"
Não importa, vamos para qualquer lado, já nem estou mais ali.
Já viu a televisão antes do telecurso segundo grau, ainda quando não tinha controle remoto? Aquelas listras coloridas e um silêncio que não faz sentido.
Ou aquele ruído irritantemente insistente de algo fora do ar?
Assim foi, por uma Regent Street inteira, e um parque e mais um, e os três que se conectam.
Até quebrar o salto do sapato e "eu preciso ir agora".
Nonada... nenhuma travessia.
Um vão de oito anos que pareceram em vão.
Com pílulas engolidas e histórias contadas, e-mails trocados. E mais dois anos, se vão.
Se foram por causa da escova de dentes de cabo amarelo, cuja presença insistentemente irritava.
Mais dois anos, mais dois, mais... deu.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Prescritivo
Diz por aí que já viveu tudo e não vai mais mover uma palha. Para se arrepender.
Insiste que não dá mais murro em ponta de faca. E insiste.
Reclama do que passou a ser. E não foi.
A realidade que criou na sua cabeça é mais cinza do que a tinta da tua caneta. Que é preta.
E mente sobre seus problemas, como pesam, o que rezam. Que não existem.
Se arrepende insistentemente das decisões sem critério. Que ainda vêm pela frente.
Fica cego com a luz e não vê nada no escuro. Fechou os olhos.
Não tem mais memória, se foram os amigos, e os anéis com os dedos. Menos os medos.
Diz que não tem vícios e se entope de remédios. Para afastar o tédio.
Não erra, não se arrepende, não se engana. Não tenta.
A raiva que alimenta não te sustenta. E nem te aguenta.
Acredita que os esforços são válidos, são raros, são viáveis. Rotina.
E me conta que a vida é assim, um avião com turbulência, uma pausa para a existência.
Eu, finjo que acredito. Vejo o tempo passar. Deixo o tempo passar.
E conto, conto, conto.
Conto os dias na cartelinha de pílulas.
Terça. Quarta. Feira.
E a cada dia engulo uma pílula.
E a cada pílula engulo um dia.
A seco!
Inaceitável
Muito mais provável que seja inaceitável.
Mas certamente é inaceitável entender que não queremos evitar.
E certa atitude seria inadmissível.
Inadmissível, se houvesse a força necessária para aceitar que o inevitável, deve ser evitado.
É improvável que seja assim, fácil de entender. E resolver. E engolir.
Raspa na garganta, cai pesado no estômago. E ali fica. Indissolúvel. Incompatível.
Que falta faz a falta que me faz. E se desfaz, e vai embora e é como se tivesse sido inexistente. Incompetente.
domingo, 4 de março de 2012
Página 1
Antes de tudo isso acontecer, da vida ter mais cores e dos números passarem pra lá de mil milhões, quando os animais estavam todos catálogados no livro da primária e todas as árvores tinham os troncos marrons e as folhas verdes, na época em que pai e mãe sabiam tudo e no nosso país, até então, só havia exitido um presidente, naquela época o momento mais mágico para mim era uma tarde de chuva.
Não falo de qualquer tarde de chuva, não serve garoa fina, daquela que só deixa a pele grudenta e muda levemente a cor do sapato. Me refiro àquela tarde de chuva que vem depois do temporal, com gotas firmes que caem na terra constantemente e o melhor que se tem a fazer nesse momento é deitar na cama e olhar para a janela esperando que seja eterno.
A janela com o vidro fechado, o quarto sem luz, o som da televisão do vizinho no fundo, onde não se consegue distinguir se era o noticiario ou o mesmo filme que passava no canal aberto com uma periodicidade irritante, não se sabia o que e nem de onde vinha, só se sabia que era uma televisão.
Naquele momento não existia dever de casa, nem tarefa doméstica, não se tinha medo de pegar ônibus sozinha depois que escurecesse, nem do jornal que falava mais uma vez do desaparecimento de alguém. No meu momento mágico não existia passado e nem futuro, erros ou planos, apenas a chuva que caía com raiva na terra, persistentemente.
Hoje eu olho para a mesma janela e já não tenho paciência, nem tempo, para esperar a chuva cair, já não reconheço o sentimento que motiva suas insistência na mesma terra, o passado dança nos meus pensamentos, impedindo o barulho da chuva de se comunicar comigo, o medo do futuro faz com que me tape com o cobertor, impedindo de ver a janela, e a televisão que está ligada hoje, é a minha.
domingo, 31 de julho de 2011
sábado, 26 de março de 2011
Daiane's Leidenschaft
Já me apaixonei de várias maneiras, mas duas delas marcaram mais.
Aquela que você olha e já sabe tudo o que vai acontecer. Você vê a pessoa pela primeira vez e parece que entrou na alma dela pelos olhos e vice-versa. E vocês criam uma conexão, os pensamentos se interligam e os objetivos passam a ser os mesmos. Foi aí que eu vi que o universo pode mesmo conspirar ao seu favor. Foi com esse tipo de paixão que aprendi que existem histórias que acontecem para somente serem lembradas.
E aquela que você luta contra, com toda sua força e não resiste. Essa paixão acontece inevitavelmente a partir da convivência. Você gosta porque conhece. Nesse caso o universo não precisa conspirar ao seu favor, você mesmo pega as rédeas e vai atrás, e quer mais e tenta de novo. Esse é o tipo de paixão que pode virar amor.
Já vi também que pode existir paixão de persistência, já vi tanta gente viver esse tipo de paixão e ser feliz, mas eu não consigo.
Ainda acredito que é necessário muito mais do que química, física, geografia... Ela tem que estar disposta a ultrapassar todos esses limites e confundir todas as definições. Seja ela paixão de lembrar ou de conviver.
Tentei e pensei em desistir dela. Não consegui. Prefiro sofrer a idéia da paixão do que viver uma vida vazia de sentimentos.
Paixão é falta de razão necessária!
sábado, 1 de janeiro de 2011
Comece 2011 fazendo o 4...
E no dia primeiro acordei com a sensação de que ainda estamos em 2010.
Mas que diferença um zero a mais, um zero a menos, um 1 a mais, um a menos?
Olha... às vezes pode fazer TODA a diferença... esses zeros e uns que só saem da minha conta e há muito não entram... fazem muita diferença, por exemplo!
Um zero depois de um três, na idade da gente, faz uma super pressão psicológica...
Será que por aí se criou a numerologia? Da grande influência do significado que nós damos aos números quando tomamos decisões?!?!?
Mas por que insistimos taaaanto em dar significado aos números?
Aqui no Brasil (e outros lugares mais) o 13 é o número do azar, evita-se começar algo no dia 13, alguns prédios não têm o décimo terceiro andar.
Já na Itália o 17 representa o azar... porque? Ninguém soube explicar!
No Japão a coisa complica mais ainda o número 4 (shi) tem a mesma pronúncia da palavra morte, enquanto o 9 (ku) significa sofrimento. Imagina você morando no andar da morte... Ou ser internado num hospital no quarto do sofrimento. Eu, hein!
No entanto, na China, o 4 está relacionado com amor, sexo e conhecimento
E, em outras culturas o número 9 está associado ao término de um ciclo e inicio de outro superior, até mesmo à sorte e ao sucesso. E eles levam isso bem a sério, um exemplo foi a inauguração do metro de Dubai em 09/09/09, às 09:09:09hs a 90km/h.
E os números são só "l'apéritif" quando o assunto é inventar significados.
Queria saber de onde vem toda essa história de pular ondinhas, comer lentilha, lombinho de porco, melancia, vários grãos de uva, etc, etc, etc...
Isso, no meu ponto de vista, é só uma maneira de começar mais um ano com indigestão e bem longe da tão prometida dieta =)
Por isso que esse ano, aproveitando a ausência da música tema da virada, resolvi fazer diferente. Sem uvas, sem lentilha, sem porcos, sem mar (essa última não foi bem por opção) e sem etceteras.
No final de 2011 vamos ver qual vai ser o resultado dessa minha revolta aos significados.
Enquanto isso..
Desejo aos meus amigos do coração que 2011 lhes traga 365 dias bem significativos.
Muita festa e alegria e não somente nos poucos 8 feriados que teremos durante a semana, ou nos 52 domingos e 53 sábados que nos estão reservados, e sim em todas as 24 horas de todos os 7 dias de todas as 52 semanas.
Desejo a vocês muitos, diversos, vários 4s chineses!!!
Que durante 2011 façam no mínimo 13 viagens à passeio e, que muito mais do que 17 de seus desejos sejam realizados.
Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender =)