segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Relatório de encerramento

Resolvi juntar todos os posts que ficaram só no rascunho e começar o ano do zero. (por isso pode estar meio confuso, mas o que vale é a intenção ;o)
Quem sabe eu não fique menos preguiçosa e escreva um pouquinho mais aqui em 2009!

Falando em 2009, tenho dois lemas para o novo ano:
2000 inove! e,
O difícil é lamber o cotovelo, o resto a gente dá um jeito!

Que tal?
Acho super adequados para a minha situação de estudante bolsista com euros que só cobrem o aluguel e a saladinha básica de todos os dias.
E, acredito firmemente que, esta situação não se extenderá por 2010.

Uau! Já estou falando em 2010 e 2009 mal começou, ainda penso que estou em 2008 e quando falam algo do ano passado penso em 2007. Esse tempo passa de pressa e a gente nem se dá por conta.

Dia 29 de dezembro (de 2008) foi a formatura de Ensino Médio do meu querido primo Lucas no Castelinho.

Entre hinos e balões, discursos e muita gente chata, por acaso lembrei que fazia dez anos que me formava no Ensino Médio do Castelinho. DEZ anos! DEZ! Minha primeira dezena. Daqui uns anos já estarei dizendo: Faz dez anos que fui para a Alemanha, faz dez anos que me formei na PUC, faz dez anos que terminei o mestrado.
"Nossa! Meu filho! Dez anos, a gente só faz uma vez na vida!"
Mentira, a gente faz dez anos várias vezes, depende de como a gente vive a vida.
E nesse meu intervalo filosófico entre um discurso (boring) e outro eu fui me lembrando o que eu fiz nesses dez anos, e me dei conta de que terei motivos suficientes para comemorar dez anos durante os próximos dez anos, e quem sabe... mais dez e mais, e mais...

Espero que nesse meio tempo o tal do Altzheimer não me pegue!!!
Durante a formatura foi chamado para receber seu diploma um tal de Pedro, Carlos, Eduardo (sei lá) Alzheim, o mais interessante foi o comentário da Dona Nori:
- Dai, não consigo me lembrar agora o que aquele tal de Alzheimer inventou! Tu lembra?
(rs)

Bom... lembrando ou não, perto ou longe, diariamente em contato ou em um e-mail por ano, o importante é lembrar que não poderemos voltar no tempo e corrigir as coisas erradas, preencher os momentos em branco, então, o melhor é tentar levar todos os dias da melhor maneira possível e ficar atento para não priorizar as coisas erradas.

E por mais que hajam dias em que tudo pareça estar errado, que estamos no lugar errado, na hora errada, e tentamos aumentar o volume da música e não escutar nossos pensamentos, mas continuamos pensando nas coisas que nos perturbam.
Dias em que tudo está, simplesmente, errado: Não estou estudando, não consigo manter uma vida saudável, não quero mais pintar o cabelo, não consigo fazer compras, não quero sol, não sei o que está acontecendo no mundo, não estou fazendo meus deveres, não respondo email, não posto no blog, não respondo scrap, não ligo, não mando mensagem, não faço a cama, não quero sair de casa, não quero sair da cama, não agüento mais o trânsito, não quero café, não gosto de pizza, nem chega perto!!!
Mesmo nesses dias, pensemos em nossos aniversário de dez anos, em quantos mais poderemos comemorar se estivermos sacudindo a poeira e seguindo em frente ao invés de sentarmos na frente da TV e ver a vida (dos outros) passar.

FELIZ 2019!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Um ano cheio de mudanças...




Ando nostálgica ;o)
Final de ano... época em que começamos a pensar nas promessas para o novo ano, em tudo que queríamos ter realizado e pensamos... vai ser diferente!

Ilusão! Pensar que do dia 31 de dezembro para o dia primeiro de janeiro vamos mudar, emagrecer, estudar mais, trabalhar mais, lembrar mai
s de ligar para todos, de responder aquele email de diiiiias...
como num passe de mágica ficaremos mais disciplinados ;o)

A mudança é fundamental, mas a mudança só é vá
lida quando acompanhada de um aprendizado, e o aprendizado geralmente vem em doses homeopáticas e não com tratamento de choque.

Mudemos, mesmo! Porque mudar faz bem!

Mas não esqueçamos de onde viemos e nem para onde queremos ir!

Guaporé, 2005

Lajeado, 2006



Lajeado, 2007

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Strait from the hearth" ou "Hum Dil De Chuke Sanam"

http://www.youtube.com/watch?v=97el-GOiMFI

A música do limão e a roupa que eu quero igual ;o)

Bollywood precisa de Almodóvar... ãhm?

Um mês se passou e continuo sem inspiração para escrever aqui.
Histórias, mil, inspiração, zero!
Agora, aqui no meu quarto, comendo umas pipocas (ou palomitas de maíz de acordo com o idioma oficial aqui de casa) me lembrei do filme que vi ontem, ou carinhosamente, da peli.
Ontem foi minha introdução ao cinema de Bollywood, digamos, bollywoodiano ;o)
Mulheres com maquiagens e roupas lindas, muitas cores, muita dança, muita música (que eu adorei) e muita coisa fora da casinha também.
Não me lembro o nome do filme, porque cheguei atrasada (como está acontecendo muito comigo aqui em Como, acho que pega dos italianos), mas a história falava de um cara meio italiano meio indiano que foi para a Índia aprender música com um cara muito rico de lá, esse cara tinha uma família gigantesca onde não era possível identificar quem era sobrinha, quem era filha, quem era o que.
É claro, a filha preferida do poderoso (Nandini) se apaixonou pelo italiano (Sameer, que significa briza suave).
Eles se beijam, ela pensa que está grávida, eles brigam, o pai promete ela pra outro (com um nome impossível de lembrar, mas vamos chamá-lo de Arroz), mas ela quer ir pra Itália atrás da briza.
Aí, depois de duas horas de filme, você pensa que acabou, vem a tela preta e a frase anunciando a metade do filme, sim, quatro horas escutando música indiana que falava do limão amargo. Como esses indianos gostam de limão amargo - bueno, isso deve explicar o odor das classes lotadas na universidade :(
Mas o interessante é que mostra muito da cultura indiana.
Quando o marido percebe que ela não gosta dele, resolve desistir e acompanhá-la a Europa a encontrar o outro porque a ama, bem, igualzinho a vida real, né?
Bom, aí o pai do Arroz (marido) fala pra ele:
- Você não consegue nem controlar sua mulher? (tipo: seu frouxo)
Outra coisa interessante é que as pessoas no filme mudam de opinião bem rápido, um minuto depois de dizer isso, o cara dá dinheiro pra ele ir pa Europa ajudar a esposa a encontrar o outro. Vê se pode! (daí o Arroz, aquele que acompanha)
E a segunda metade do filme se desenrola numa Itália que ninguém reconheceu, nem as paisagens nem o italiano falado lá, e olha que a sala estava cheia dos mais diversos idiomas (russos, macedônios, turcos, índios, e vai...).
Às vezes parecia o Brooklyn, às vezes Londres, num momento dançaram uma dança típica da Suíça, aparecia um que falava o idioma deles, tudo meio confuso.
Depois da peli fomos no Cinque Sensi, bat local das quintas-feiras, comentar a peli e tomar uns mojitos.
Disse pra um indiano que estava lá que queria uma roupa igual a da protagonista do filme, ele me disse que tinha na casa dele aqui em Como, eu fiz aquela cara de "ponto-de-interrogação" sabe?
Ele quer que eu vá na casa dele buscar? Tá pensando que vou usar a roupa da família dele? Ou tá querendo vender algo? (mas aí seria turco ;o)
Bom, depois de dois mojitos e de explicar para um turco o que era uma favela fui para casa escoltada por dois mexicanos e o Gokan (lembra de Dragon Ball ;o)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Glub Glub

Ando sem inspiração para postar aqui, mas hoje decidi que vai na marra!!!
No dia em que cheguei em Como pensei que teria milhares de histórias para contar, e estava certa, no momento eu penso "Bah, que legal, essa a Lili vai adorar", "Nossa! Isso é a cara do Cássio", "Ah! Se o Henrique estivesse aqui", "Quero minha mana!!!" e por aí vai...
Mas quando chego em casa, geralmente encharcada da chuva, já me esqueci e não tem jeito de lembrar.
Tenho memória de peixe!
E tá piorando com o clima de Como, chove todos os dias, e quando começa a chover parece que São Pedro abriu a torneira, ou melhor, o hidrante, aqui emcima e esqueceu.
Botas?!?!? Acho que vou comprar um par de 7 léguas, esse dia vi uma mulher toda cheia de si, com botas 7 léguas douradas.
O pessoal aqui na Itália é muito fashion, isso é verdade, um dos poucos mitos sobre a Itália que se confirmaram.
Os outros deixaram a desejar:
Homem lindo: bonitos eles são, mas onde foi parar a bunda dos italianos? e os músculos? todos uns mirradinhos.
Burocracia: essa não se confirmou, mas se SUPERconfirmou, registrar para poder se registrar, só aqui mesmo.
Fila: mentira! Italiano odeia fila, fura tudo que é fila na maior cara-de-pau. Mas isso não é problema meu, meto a boca. Aí ainda tive que escutar "Você está na Itália"
Ah! Outra coisa muito importante que foi confirmada: Comida!
Uhm! Que delícia! A comida aqui é muito boa mesmo, e a qualidade... 1000 a zero na Inglaterra.
Os italianos não têm costume de comida congelada, tudo fresquinho, mil tipos de queijos, salames, azeitonas, pães, pizzas, pastas... mas tudo caro também.
E o sorvete... o melhor do mundo fica na Piazza Cavour, um pecado!
Outra coisa... italiano é muito grosseiro, como quem é que eles aprendem, hein? Quando tá chovendo e passa um carro na rua, já ando com o guarda-chuva virado pro lado da rua, porque certamente virá mais água do lado que o carro passa do que do céu.
Ah! E uma coisa de dar inveja, todo mundo come pasta e pizza adoidado e ninguém tem barriguinha aqui, todo mundo magrinho. Espero que isso seja contagioso :)
Quase ia esquecendo, eles dirigem suuuuuper mal, têm aqueles carrinhos smart e mesmo assim não conseguem estacionar fazendo baliza, sem contar que correm igual loucos.
E a Itália está perigosa, everywhere, o primeiro lugar em que moro e me sinto insegura andando sozinha.
Mas mesmo assim, eu gosto daqui, mesmo que esteja virando peixe (começando pela memória)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cumple de Laura

Há dias estou tentando postar uns vídeos do níver da Laura, até pra dar uma olhadinha na nossa casa por aqui, mas tá hard.


Me disseram que é culpa do vista!


Beijos

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Passo carraio, divieto di sosta!

Tá pensando que vou falar de sacanagem, hein?
A língua italiana é muito engraçada e a televisão anda um pouco atrasada, até mesmo a sky.
Na primeira semana de Como, que tinha tv a cabo, pude matar as saudades de Barrados no Baile (rs) e entre ver o Brendon e o Mackgiver falando italiano passava uma propaganda da oral B e o spazolino eletrico oscilante rotante (spatzolino oxilante, pronuncie todos os “e”).
Porém o mais interessante é que morar na itália e ter as classes em inglês está melhorando muito meu espanhol.
Depois da minha busca por apartamento resultar em uns nove ou mais “no, gia è occupato” resolvi dar um tempo e conversar com uma falmília de espanhóis que estava falando um um mexicano na porta da universidade.
Resulta que eles também estavam procurando casa para a filha, Laura, e acabamos nos ajudandos, eles tinham uma lista de três folhas de A4 de endereços de apartamentos para alugar e eu, falava inglês e italiano (eles só espanhol).


Antonio e Moi (Espanha), Eduardo (Mexico), Mari, Manolo e Oñate (Espanha) eu e a Laura que tà tirando a foto (Espanha)

Passamos o dia vendo apartamentos ocupados pelas mais diversas nacionalidades, e cada conversação ou ligação que eu fizesse em italiano ou inglês, fazia uma tradução simultânea pra família da Laura. No final do dia, nem eu mais me entendia.
No final do dia acabamos alugando o primeiro apartamento que fomos ver, fica numa montanha, com vista para o lago. (daqui de casa da pra ver a Suíça ;o)
Tivemos muita sorte, pois aqui tudo é muito caro, estamos em três num apartamento de dois quartos (Laura/Espanha e Elisa/Itália), os donos do apartamento sempre trazem o que nos falta e a Elisa passa a maior parte do tempo na casa do namorado ou dos pais, assim que temos um apartamento praticamente somente para duas.
Aqui em Como ainda não peguei um busão, o mais comum aqui é andar de bicicleta e sexta passada o dono do nosso apto nos trouxe duas bicicletas.
Imagina as duas crianças (Laura e eu) de bicicleta salto alto e saia indo pra estação de trem pra ir pra baladinha em Milão.
A gente somos chiques!

(Ps.: passo carraio, divieto di sosta = garagem, proibido estacionar)



terça-feira, 14 de outubro de 2008

Como? Ahm?

Como?
Sim, Como! Itália!
Em questões de relevo, Como não perde para Bento então, estou me sentindo em casa ;o)
Faz muito tempo que saí de Bento, mas pelo que me lembro Como tem outras similaridades, as pessoas falando palavrões em italiano nas ruas, os nomes dos restaurantes, o frio.
Algumas horas caminhando pela cidade foram suficientes para me acostumar com meu novo endereço.
Quando recebi a resposta da faculdade dizendo que o mestrado de engenharia de produção ministrado em inglês não seria em Milão fiquei um pouco desapontada, não posso negar.
Mas não foi preciso muito tempo para mudar de idéia!
Quanto ao lugar, tudo muito bem, tudo muito lindo.
Mas o início foi duro!
Lembra aqueles primeiros posts de como foi burocrático e confuso conseguir a documentação que a faculdade estava solicitando?
Foi só um preparatório para quando chegasse aqui. Um casino! (confusão)
Primeiro, tive que fazer meu Codice Fiscale, pra fazer a matrícula é a primeira coisa que temos que fazer.
Fui na Comune (prefeitura), conforme me indicaram.
De lá, me mandaram para um outro lugar, chegando nesse lugar, me mandaram fazer um Permesso de Sogiorno (permissão de residência) antes de fazer meu código fiscal.
Achei estranho, porque se eu tenho cidadania italiana não preciso de permissão de residência.
Fui pra faculdade e a secretária da faculdade teve que ligar para esse órgão público que faz o código fiscal para explicar que eu não preciso de permissão de residência porque sou cidadã italiana.
Então lá me fui outra vez.
Depois do código fiscal, tive que pagar a matrícula.
Fui na assessoria de assuntos internacionais, que me mandou pra secretaria, que me mandou de volta para a assessoria de assuntos internacionais, que me mandou de volta para a secretaria, que me mandou pro banco.
Voltei para a secretaria, que me mandou para um tutor, que me mandou de volta para a secretaria, que me mandou de volta para o tutor, que me mandou de volta para a secretaria, que me mandou de volta para o tutor. Sem exageiros.
Sem contar que tive que ir a um caixa eletrônico pelo menos umas 8 vezes até conseguir sacar todo o dinheiro da matrícula, minha conta no HSBC só dava problema.
Liguei pro HSBC do celular me deixaram na espera por horas e não resolveram meu problema, tive que ligar de novo dois dias depois.
Fui até Milão entregar mais papelada, e de Milão me mandaram de volta pra Como, que me mandaram de volta pra Milão, só que dessa vez eu não voltei, mandei pelo correio.
Lição: os italianos não te deixam terminar a frase e já vão dando uma resposta para o que pensam que você está querendo, seja paciente e persistente, recomece a frase quantas vezes forem necessárias até que consiga terminá-la, assim vai economizar muita sola de sapato, porque o transporte público italiano também não ajuda!





Vista da sacada do meu quarto, a foto ta ruim, mas da pra ter uma ideia.


quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Turquia

Tá falando grego? - Não, turco!

30 de setembro, feriado nacional na Turquia, fomos para Berzigan.
Saindo de casa ficamos na dúvida de que encontrariamos algo funcionando em Berzigan, por causa do feriado.
A bandeira turca estava presente em quase todas as casas da cidade de Kalkan e das outras pelas quais íamos passando, ao lado da bandeira, o retrato de Atatürk.
Quando escutei o nome desse tal pela primeira vez pensei "mas que coincidência, o nome do fundador da República da Turquia até combina com o país".
Porém, não é bem asssim, Atatürk, ou Mustafa Kemal Pasha, além tornar a Turquia uma república e de ser o primeiro presidente, fez diversas reformas no país, uma delas incluía a obrigação de se adotar um sobrenome, e escolheu o dele Atatürk ou, pai dos turcos.
Modesto o moço, não?
Parte da reforma incluia a modernização do idioma, ele aboliu o alfabeto árabe e adaptou um alfabeto latino, todos os cidadão de 6 a 40 anos foram obrigados a ir para as escolas aprender o novo alfabeto, retirou palavras persas e árabe do vocabulário (as árabes ainda são utilizadas na religião, pq o Al Corão está em árabe) e colocou um monte de acento gráfico em volta das letras para dizer que elas têm som diferente, ou seja, diferenciou o exame da xícara.
Entre c, ç, g, g (com trema), e outros mais o idioma turco separa bem as pronúncias das letras, portanto, quando falei do chá turco, deveria ter escrito çay, ou seja (tchai).
Mas mesmo sendo bem lógico, ô dioma complicado, viu!
Numa só palavra você consegue cumprimenta e pergunta como está, seria mais ou menos "oitudobemcomvocê" e se você diz que gosta a palavra é mais curta e se diz que não gosta, aumenta a palavra.
Claro, não dá pra entender nada do que estou falando, mas essa é a intenção, ficar claro que nada está claro pra mim.
Pra ter uma idéia, ainda não sei dizer obrigada, aí fui obrigada a aprender a palavra resumida Sagol (com g tremado, o g tremado não se pronuncia), porque Tesekkür ederim não quis ficar na minha memória.
Bom, mas então, estávamos indo para Berzigan (inclusive o caminho para Berzigan e o idioma turco podem ser observados no vídeo postado anteriormente), pensando que o feriado atrapalharia, porém, não foi bem o feriado que dificultou as coisas.
Pelo fato de estarmos em 7 foi alugado um micro-ônibus (praticamente) e as estradas do interior da Turquia, definitivamente, não estão em condições de ter um carro maior do que um KA transitando por elas, então imagina!
No caminho até Berzigan algumas cabras resolveram atravessar a rua (lembra da piada da galinha?), depois disso, passamos por uma colônia de abelhas.
Sei que o coletivo de abelhas é colméia, mas e o coletivo de colméias?
Uma das habitantes da colônia conseguiu atingir minha barriga (a área aumentou nos últimos meses) e fiquei com uma bolha vermelha na região por dias, pra ter uma idéia, até hoje tem o buraco da ferroada.
Depois das abelhas.. um boi. Sim, um boi atravancando nosso caminho.
Quintana dizia: todos aqueles que estão atravancando meu caminho, eles passarão, eu passarinho.
No nosso caso era: todos aqueles que estão atravancando nosso caminho, ele boi, eu tô com medinho.
Sabe o que é, você dentro de um carro, andando no meio do nada, e ... de repente... um boi!
Surge do nada, para na frente do carro, olha pra dentro, como estivesse se perguntando "o que estão fazendo aqui" (boa pergunta) dá meia volta e vai embora.
Mas nem o boi nos impediu de chegar no restaurante (esse da foto do lado, ui).
Chegando lá eu só pensava que teria sido melhor que algo tivesse nos impedido.
Nem o feriado, nem a estrada, nem as cabras, nem as abelhas e nem o boi foram capazes de nos impedir de almoçar nesse restaurante cheio de estrelas.
Mas o vizinho foi! O vizinho que morreu naquele dia e por causa disso estava tendo uma festa na cidade, para comemorar a morte do vizinho e toda a cidade estava indo.
Paramos numa casa de chá, para fazer uma pausa, a casa lotada de homens, e as mulheres trabalhando, mas não foi nisso que fiquei pensando (aliás isso é assunto pro Blog do Cássio, polêmica) o que atraiu meus pensamentos foi a ilha de Chipre, coitados... além de turco, falam grego!


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Turquia

Chegando na Turquia nao identifiquei muitas diferencas que chamassem minha atencao, estar pela primeira vez no continente asiatico nao me causou nenhum frio na barriga, nenhuma sensacao de 'quero fugir', nem de 'quero ficar'.
No caminho do aeroporto de Dalaman ate Kalkan tive a impressao de estar em uma daquelas praias do litoral norte do RS, as quais geralmente, ninguem escolhe passar as ferias la.
Os mesmos tipos de construcoes, a mesma vegetacao misturada com areia, a sujeira, a bagunca, e eu peguei no sono no restante do caminho.
Chegando na casa que foi alugada para a semana tambem nao tive nenhuma novidade, todos falando ingles, comida inglesa, cha com leite, tudo igual, ate as visitas.
As diferencas de Londres ou Porto Alegre foram chegando, primeiramente, pelo som, o barulho da agua da piscina, os grilos e, de repente, um cara gritando num alto falante, algo que nao era nem palavras, nem musica.
E este foi meu primeiro contato oficial com a Turquia, o Iman (sacerdote) chamando os ezan (devotos) para a ultima oracao do dia.
Cinco vezes ao dia um alto falante, posicionado na mesquita, chama os turcos muculmanos para a oracao. A primeira e no nascer do sol, por volta das 5hs da manha, a ultima chamada e as 9hs da noite, depois do por-do-sol.
Toda cidade tem sua mesquita, ela fica no centro da cidade, por menor que seja o vilarejo, num diametro de 200m a partir da mesquita e proibida a venda de bebidas alcoolicas.
Os religiosos praticantes vao as 5 vezes por dia na mesquita orar e apos cada uma das oracoes eles se lavam.
Kalkan e uma cidade turistica, portanto, os moradores nao se importam muito com o que voce esta vestindo, mas de vez em quando voce percebe que alguem esta reparando na sua blusa de alsinha ou na saia que fica acima do joelho.
E eles nao estao sendo mal educados, afinal, o pais e deles e as roupas ocidentais nao sao comuns por aqui.
Ate mesmo no mar vemos mulheres com roupa cobrindo o corpo e lenco na cabeca.
Kalkan fica no Mediterraneo e a cozinha mediterranea e maravilhosa, ja havia tido contato com essa maravilha na Grecia.
Tomates, pepinos, pessegos, ameixas, queijo feta, iogurte natural, pao, tudo muito fresco e temperado com muito azeite de oliva.
E assim foi nosso primeiro cafe-da-manha ao estilo turco: salada de tomates e pepinos com azeite de oliva, queijo feta, iogurte natural, pao, geleia de figo, pessego, suco de cereja, ovos fritos e, claro, English tea.
O chai (cha) e muito comum aqui na Turquia, ate mesmo em alto mar, num barquinho meia boca, o 'capitao' fez cha e nos ofereceu.
Alem da religiao e da comida, as diferencas foram aparecendo com o passar dos dias, muitas cabras, camelos, cachorro magro, uma vaca perdida e o mar azul turquesa, confirmando o nome da regiao: Turquoise Coast.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Copenhagen não é só chocolate

- Com um quilo de vaca não se morre de fome.

- O que?

- Com um quilo de vaca não se morre de fome.

- Ahm... ok entao!

Assim foi como comecou a troca cultural em Copenhagen, nossa segunda noite na Dinamarca.

Três romenas, uma brasileira (no caso, eu), uma australiana (a Sarah), uma tailandesa e uma japonesa dividindo o quarto do hostel.

Foi nessa viagem que consegui sentir novamente que estou fora de casa, do meu Brasil querido, porque até então a vida estava rotineira e cheia de brasileiros ao redor.

A primeira coisa que chamou minha atencão em Copenhagen é que todo mundo fala inglês, e muito bem, quer dizer, a tia do cachorro-quente não fala, mas ela entende a linguagem dos sinais.

A cidade é encantadora, não é grande e é possível andar por ela e conhecer todos os pontos turísticos em um dia e meio.

E a idéia de dividir um quarto de hostel com mais 6 desconhecidos não foi nada ruim, foi onde tudo comecou a ficar mais interessante.

Quinta-feira de noite, antes de sair para a noite dinamarquesa, duas romenas e uma brasileira tentavam se comunicar em mandarim (just for a change) quando uma tailandesa entrou na conversa e acabou (literalmente) dancando.

No meio da confusão entre japonês, romeno, francês dinamarquês, português e algum ingl
ês foi que eu aprendi a única frase em português que é igual em romeno: com um quilo de vaca não se morre de fome.

Bom saber, né! E bastante lógico também.

Duas horas depois de dancas tailandesas e algumas correcões idiomáticas resolvemos sair em busca do príncipe dinamarquês.

Inclusive, quero deixar registrado que dinamarquês bonito é pleonasmo.

Levamos uma hora para chegar no "latin quarter" que já estava adormecido quando encontramos dois turistas italianos também desconsolados por não poderem pôr em práticas suas aulas de salsa, nos juntamos a eles e encontramos um pub cheio de gente bêbada.

Ah! E lá pode-se fumar nesses ambientes, saímos defumados.

Depois de alguns pints e um dinamarquês gordo convidar as meninas para dancar coladinho resolvemos mudar os ares e fomos para outro pub onde nos juntamos a mais outros 4 franceses.

E então... mudamos de pub novamente.

Quando nos demos conta já era mais de duas da matina e tínhamos que pegar o trem por volta das seis para vir para Estocolmo.

Mas a noite estava apenas comecando.

Uma figura estranha, vestindo um kilt, nos parou na rua fazendo perguntas em dinamarquês, uma hora dessas posto o vídeo do descendente de viking que vestia kilt e dancava dancas tipicas da russia, vestia uma camisa italiana e falava inglês.

Chegando perto do hostel encontramos um espanhol perdido, que não falava inglês e nem dinamarquês e foi estudar em Copenhagen.

Perguntei para ele como é que ele vai fazer para entender as aulas, a resposta dele foi:

- My English is coming!

Como assim? Ele veio de Valência, deixou o inglês dele lá e o inglês vai pegar o próximo trem pra Copenhagen?

Segundo ele o inglês dele ainda não est vivo, então tá, né!

O cara tinha umas cinco malas e não tinha nem lugar para dormir, enquanto olhávamos no mapa onde ficava o hostel para o perdido, um peladão passou correndo por nós, só segurando os documentos.

Eu hein! A vida parecia mais simples quando Copenhagen era apenas aquela loja de chocolates.

sábado, 26 de julho de 2008

Mamma mia!

Fui ver o filme! E se você acha que, por causa do título, esse vai ser um post baseado no filme, dando uma lição de moral, que no final quer dizer que você pode ser feliz é só você escolher, que "you can dance, you can jive, having the time of your life" a escolha é toda sua.
Você se enganou, o filme é muito bom e definitivamente merece comentários, é divertido, é possível rir do início ao fim, e pra quem gosta de ABBA então, tudo de bão.
É um musical (segundo musical que sai no cinema e eu adoro) que conta a hisória de uma menina que vai se casar, ela não conhece o pai, encontra o diário da mãe e descobre que ela teve 3 caras diferentes na mesma época, e convida os três para o casamento sem a mãe saber. É todo baseado nas músicas do ABBA.
Mas o assunto aqui é outro, estava lá eu, sentadinha no cinema, com minha pipoca doce industrializada e meu copo de coca zero, depois de meia hora de trailers e propagandas, uma senhora vira pra trás e me pergunta se eu estou sentindo um cheiro estranho.
Eu, louca pra ver o filme, respondo que não e penso, mesmo que estivesse, não ia falar, quero ver o filme.
Infelizmente, dois minutinhos depois, toca o alarme de incêndio e todos são convidados a se retirar do cinema.
Nesse instante tive um momento daqueles que você pensa "putz, estou na Europa", todo mundo saiu quietinho, fez fila e passou pela saída de emergência sem se empurrar e sem fazer algazarra, é outro mundo.
Do lado de fora, dois caminhões de bombeiros e um carro da polícia para contornar o "incêndio" em uma lata de lixo que estava ao lado do cinema (a Lili me falou: no total deixaram queimar, rs).
Vinte minutos depois, os que estavam esperando tudo passar, quietinhos, sem fazer muita pergunta e se meter no caminho dos bombeiros, puderam entrar para continuar vendos seus filmes, os que não quiseram esperar podem voltar amanhã.
Aí você consegue entender um pouquinho (com enfase no pouquinho) quando tem brasileiro desiludido que mora aqui e não quer mais voltar, porque acha que na Europa tudo funciona.
Mas para esses, tudo que eu tenho a dizer é: "Chiquitita try once more..."

terça-feira, 15 de julho de 2008

Casamento sem bolo - adendo

Gênesis 32 - 24:32

24 Jacó, porém, ficou só; e lutou com ele um homem, até que a alva subiu. -->
25 E vendo este que näo prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. -->
26 E disse: Deixa-me ir, porque já a alva subiu. Porém ele disse: Näo te deixarei ir, se näo me abençoares. -->
27 E disse-lhe: Qual é o teu nome? E ele disse: Jacó. -->
28 Entäo disse: Näo te chamarás mais Jacó, mas Israel; pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste. -->
29 E Jacó lhe perguntou, e disse: Dá-me, peço-te, a saber o teu nome. E disse: Por que perguntas pelo meu nome? E abençoou-o ali. -->
30 E chamou Jacó o nome daquele lugar Peniel, porque dizia: Tenho visto a Deus face a face, e a minha alma foi salva. -->
31 E saiu-lhe o sol, quando passou a Peniel; e manquejava da sua coxa. -->
32 Por isso os filhos de Israel näo comem o nervo encolhido, que está sobre a juntura da coxa, até o dia de hoje; porquanto tocara a juntura da coxa de Jacó no nervo encolhido.

Segundo a lei judaica, os quartos traseiros do animal são considerados não-kosher, ao menos que o nervo ciático e a gordura sejam retirados, de acordo com a passagem acima retirada da Bíblia.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Casamento sem bolo

Hoje meu cérebro não está funcionando direito.
Como semana passada a Vanessa (hostmother) falou que eu não precisaria trabalhar essa segunda, resolvi fazer um bico de garçonete no domingo. Me dei mal!
Quer dizer, depende do ponto de vista.
Cheguei à conclusão que aqui em Londres é o lugar pra quem quer fazer dinheiro fácil, mas não trabalhando, e sim, com dinheiro.
Quem trabalha na área financeira, faz muito dinheiro por aqui, isso eu já sabia, mas acabei confirmando mais ainda essa minha idéia depois que me dei conta de como tem judeu por aqui.
E pelo que dizem, onde tem judeu, tem dinheiro.
Nada contra judeu, bem pelo contrário, admiro muitíssimo as tradições deles e o fato de eles concervarem coisas tão bonitas.
E aqui eles não estão concentrados, como em Porto Alegre que a maioria deles mora pela região do Bom Fim, existem diversos bairros, e grandes.
Eles chamam a atenção porque na maioria são judeus ortodoxos, daqueles que usam um chapéu de xaxim na cabeça e não falam com mulheres, nem esbarrar é permitido.
Ontem fui trabalhar de garçonete num casamento judeu, o casamento era em Luton (fora de Londres) então fomos pegar a van da agência em Brent Cross, um bairro judeu de Londres.
Cheguei cedo, morrendo de vontade de fazer xixi e o único local que encontrei foi um pub, há uns 10 minutos da estação.
No pub tinha uma moça atendendo e um cara parado sem fazer nada, quando cheguei perto dele e perguntei onde ficava o toilete, ele não falou uma palavra, fez um gesto indicando que eu deveria falar com a moça.
Bom, depois do xixi, fiz meu caminho de volta à estação e a van já estava lá.
Fomos para o hotel onde seria o casamento, um lugar lindo.
Um gramado sem fim e os prédios de tijolinho aparecendo, parecia um castelo.
A cerimônia foi no gramado, no meio de um jardim, antes da cerimônia estavam servindo limonada e um docinho cor-de-rosa.
A cerimônia começou lá pelas três da tarde e depois dela os convidados foram para uma sala onde foram servidas as bebidas e os salgados.
Ficaram umas três horas lá, teve banda, os convidados cantaram e dançaram e fizeram aquilo que a gente vê nos filmes de casamento de judeus, levantaram as cadeiras com os noivos e dançaram em uma roda ao redor deles.
Depois todos se direcionaram para uma tenda enorme e teve a janta, uma mistureba, comida indiana com vegetariana e shoarma, ou kebab, ou dönner, ou churrasquinho grego (hehehe).
Depois da janta teve docinhos, frutas e café e uma banda que tocava salsa.
Depois teve fogos e no final uma baladinha, pensei que não fosse acabar nunca.
Os convidados bem educados, a comida kosher, que é o que os judeus super religiosos comem, explicando com palavras mais bonitas, é a comida que obedece as regras da lei judaica.
Para quem tem curiosidade, o fato de um alimento não ter sido pago, ou ter sido pago indevidamente, torna ele não-kosher. Até pensei em pesquisar como uma carne deve ser cortada para ser considerada kosher, mas não é simples assim, não apenas o jeito de cortar o animal é diferente (como os árabes e a carne halal) mas o animal deve ser kosher também.
As regras kosher foram retiradas de três livros, o Torá, Leviticus e Deuterônimo.
Bom, a questão é que um dos convidados me chamou e disse que o vinho branco estava quente, ele queria fazer uma piada:
C- The wine I drunk before was boiling! (o vinho de antes estava fervendo)
D- I think this one is a little better.
C- No, you didn't understand, it was boiling when it was been made, because you have to boile the wine.
Ele quis dizer que em algum momento o vinho estava fervendo, porque você deve ferver o vinho para fazer vinho kosher, só que ele esperava que eu soubesse disso, e se eu soubesse a frase dele teria ficado ambígüa, mas eu não sabia, estraguei a piada dele e ele ainda teve que me explicar.
Mas ele não se importou!
Resumo da ópera, trabalhei 11 horas em pé, para ganhar 60 pila, chegar em casa às 3hs da manhã e ter que acordar no dia seguinte às 7hs para trabalhar porque a família mudou de idéia.
Fazer o que né? Dizem que faz parte!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Tired

Queridos leitores, me sinto tão mal sem escrever pra vocês por tanto tempo!
Mas a coisa aqui tá tão de vagar que nem inspiração estou tendo.
Os dias começam às quatro da manhã, quando o sol entra pela janela mal acortinada do meu quarto e me acorda, e termina por volta das dez e dez da noite, um pouco antes de eu me recolher.
Culpa minha!
Aí, tenho uma noite atribulada porque nenhum dos meus três travesseiros é confortável e acordo com torcicolo.
Assim, passo o dia inteiro com sono e no final do dia ainda tenho uma leve dor de cabeça.
Culpa minha, falei!
Agora as crianças estão de férias, então tenho o Sebi durante o dia inteiro comigo, já sei de cor e salteado como montar e desmontar as motos super power ultra dos power ranges e o transformer malvado.
Já não sei mais o que desenhar e já vi todos os episódios da Hannah Montana e do Phil do Futuro. Assisti Alvin and the chipmunks, Transformers, O Natal do Mickey e o que você conseguir pensar em filme de criança. Já sei a música do Sponge Bob de trás pra frente (Sponge Bob Square Pants), já sonhei com o Jack Sparrow e montei o lego do Piratas do Caribe umas dez vezes.
Faço o caminho pro parquinho de olhos atados e acabei de ler mais uma história do Peter Rabbit.
Culpa minha, como ia dizendo.
Até perdi o fio da meada, porque tive que ir ver o que o Sebi queria.
Por isso, vou mudar de assunto.
Sabe de onde vem a espressão "de cor"?
Do coração, quando você sabe uma coisa que guarda tão bem, no coração, em inglês é by heart.
E sabia que a palavra paixão também significa sofrimento? Por isso que você encontra os livros da Bíblia como "Paixão de Lucas" e em alemão paixão é Leidenschaft, e leiden é sofrer.
Então tá, né!
Bjo na bunda e até segunda

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Oi e Oxford

Esse é um oi número dois que estou escrevendo, porque o primeiro, ao invés de postar, deletei (esperta).
Só pra dizer um oi para meus amigos queridos.
Contar que ontem fui para Oxford.
A cidade das universidades, sabe pq? Porque um dia o rei resolveu proibir o povo de estudar na França, aí eles ficaram entediados de ficar em Londres sem fazer nada e fundaram a universidade de Oxford, a universidade mais antiga na língua inglesa.
Já os brasileiros, estavam "aburridos" por não ter nada pra fazer, inventaram o carnaval.
Sutil diferença de interesses.
Oxford significa vau do boi, que originalmente era vau dos bois, ou seja, oxenford. Isso porque em Oxford o rio Tamisa, que nesse lugar é chamado de Ísis, possui uma vau, ou seja, lugar raso por onde os bois podiam atravessar o rio.
A cidade é linda! Dá vontade de fazer faculdade lá, de morar lá.
Fomos no Christ Church College, onde foi filmado o Harry Potter:

E aí? Alguma semelhança?

É claro que visitar Oxford foi a desculpa que a Sarah e eu, duas pobres nannys encontramos para ir a Bicester (lê-se bista) que fica há meia hora de Oxford e tem um outlet.

Não fizemos muitas compras porque nosso orçamento não estava muito compatível com o passeio, mas Oxford é linda ;o)

Falando em cidade de universidade, não vejo a hora de começar o mestrado!

Bom, vou postar antes que perca pela terceira vez. Sei que tem alguém que vai gostar da foto ;o)

Bjos com saudades

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Blogs e tomates

Segunda-feira comecei o curso de inglês avançado, mas esta constatação é somente para poder utilizar o mais novo idiom que eu aprendi. Achei que não fosse dar conta mas o curso é um pedaço de bolo (a piece of cake) ;o)

Ontem estava pensando nas aquisições que fiz na minha vida. Fiz um comparativo geral da maioria das pessoas que conheço, alguns têm filhos, outros têm casa, outros têm empresas, outros têm muito dinheiro e também tem aqueles que não têm muita coisa, não.
Aí lembrei que meu querido amigo Caes falou que durante nossas vidas precisamos escrever um livro, ter um filho e plantar uma árvore.
E, dependendo do ponto de vista, alguns de nós já realizaram essas três façanhas e ainda nem se deram conta. Será que isso é possível?
Bom, tudo depende do ponto de vista.
Quem nunca plantou uma árvore? Todos nós tivemos aula sobre o meio ambiente na quarta série do primeiro grau (sou das antigas ainda, nada de ensino médio), talvés lembrar desse fato já se tornou um pouco complicado.
Eu não me lembro, então considero que não plantei uma árvore na minha época de escola, mesmo que eu tenho uma vaga lembrança de ter levado uma mudinha pra casa, não sei qual foi o triste fim da mudinha.
Experiência com criança quase todo mundo tem, aquele priminho pentelho, o filho da vizinha, no meu caso já tenho um vasto currículo no assunto. (a Lili tb)
Quanto escrever o livro… tenho um blog, e nessa época de tecnologias, deveria ser considerado, porém, se me lembro bem, escrevi um livro quando eu tinha 10 anos “Uma casa para quem quiser morar”, deve estar na biblioteca de Bento.
Aí cheguei à conclusão que por esse ângulo, até aqui, minha vida já valeu a pena, mesmo que o Caes tenha me dito que não vale, que o filho tem que ser seu, que o livro tem que ser publicado e tal, ao menos me sinto com experiência para completar o desafio final, ao menos, posso considerar que estou praticando ;o)
Ah! Quanto a árvore? Plantei um pé de tomate ontem!

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Dia dos namorados

Vamos deixar bem claro que é dia dos namorados e não Valentin’s Day brasileiro!
O motivo é simples, Valentin’s Day é em homenagem ao padre italiano Valentin, que casava as pessoas escondido, numa época que casamento era proibido. Não sei porque era proibido, não fui tão longe na minha pesquisa.
É uma história daquelas que você escuta e pensa:
-Ah! Por isso…
Ou:
-Que lindo!
Então não estraguemos a mágica da data 14 de fevereiro!
Já, por outro lado, o dia dos namorados é uma data comercial, o tal do CDL, já ouviram falar?
Centro de Diretores Lojistas, se reuniu pra reclamar da baixa nas vendas durante os meses de junho e julho, pois não tinha nenhum dia das mães, nem pais, nem crianças. Aí um espertinho falou:
-Ah! Mas podemos ter o dia dos namorados!
E escolheram o dia que antecede o aniversário de Santo Antônio, o casamenteiro, pra celebrar as cifras da data.
Que romântico, não?
Olha, para alguns pode até ser romântico, depende do que romantismo significa.
Pra uma ex-colega de aula quanto maior o diamante do anel, mais romântico o cara, mesmo que ele seja um grosseiro, o importante é a quantidade de zeros a direita que ela encontra na conta bancária do moço.
Os membros do CDL devem ter a mesma opinião.
E para celebrar o dia dos namorados, que não é comemorado aqui na Inglaterra em 12 de junho, e que na verdade não tenho motivos para celebrar, fui passear no parque e ler jornal.
E descobri, como o amor é lindo!
A mocinha foi para o supermercado fazer as compras foi quando um homem branco (o jornal enfatizou esse detalhe), com um filho, cruzou seu caminho e furou a fila do caixa no supermercado, mas o azar dele foi que a moça que ficou para trás tinha um namorado.
Ela ofendeu-se profundamente com o furador de fila e resolveu ligar para o namorado para desabafar que, prontamente fez seu caminho para amparar sua amada no supermercado.
Resultado: o moço branco furador de fila está em coma.
Sim, ele foi agredido pelo namorado enfurecido e desmaiou em meio a uma poça de seu próprio sangue.
Ah! O jornal também fez questão de enfatizar que o namorado negro agressor, nem tinha certeza que o cara havia furado a fila!
Uns querem diamantes como prova de amor, outros querem ver sangue.
Feliz dia dos namorados!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Comunicação

Oi!
Tudo bem por aí?
Ok, ok, eu sei que ando meio ausente do blog ultimamente, mas estou sem inspiração, meio decepcionada com algumas coisas, alguns problemas financeiros (passageiros) e, pra ser sincera, contando os dias pra mudar pra Itália.
Pensei bem e acho que vou dividir esse post em dois, começando pelos comentários.
Uma vez o Henrique me mandou um email dizendo que as amizades mudam com o tempo, principalmente por causa da distância, porque as pessoas também mudam.
Eu quero que nossa amizade mude sempre pra melhor, sempre pra mais!
Amigos queridos, vocês me fazem falta!
Lili, estou sem companheira de indiadas.

Caro Danilo, muito obrigada por sua msg e por seu elogio, posso dizer que ao menos me fez rir num dia meio cinza ;o)

Novidade 1: Recebi um email de uma universidade de Barcelona, me oferecendo uma bolsa de estudos em Negócios Internacionais, começando em primeiro de outubro, esse ano. A universidade paga, inclusive, minha passagem Porto Alegre/ Barcelona/ Porto Alegre. A ‘questã’ é que tenho que responder ainda em junho e o resultado das bolsas pra Itália só sai em julho. E eu quero ir pra Itália!
So… Barcelona vai ter que esperar ;o)

Novidade 2: Fui convidada para ser a madrinha do casamento da minha amiga Barbara, de Curitiba. Dia 31 de janeiro de 2008. Fiquei feliz de montão! Adoro o casal, eles moram no meu coração! Só queria poder estar perto pra ajudar com o vestido, sabe? ;o)

Cássio! Ainda não descobri nada sobre os fuscas, mas tenho observado e também não vi nenhum, tenho visto new beetle, mesmo assim, poucos.
Tenho observado as lingeries aqui também, e lembrei que o sr. me deve uma letra estilizada, ahahahaha!

Por que o título desse post é comunicação? Porque comunicação é algo muito importante, e quando não conseguimos nos comunicar com as pessoas queridas ficamos preocupados com o que possa ter acontecido.
Algumas vezes é preocupante também quando não conseguimos nos comunicar com desconhecidos.
Esses dias um tal de Ben me ligou (obs.: não é o grego).
O nome dele me marcou, e não só por causa da coincidência, mas porque foi praticamente tudo o que consegui entender durante os quatro ou cinco minutos da nossa conversa telefônica, que foi mais ou menos assim:
- Hello!
- Hi… … … … … … … … … … Ben, … … … … … … … … … … … … … … … …, Daiane?
- Yes!
- So … … … … … … … … … … … … … … … …, because … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … … …?
- I’m sorry! I think we have a bad reception here!
- I said … … … … … … … … … … … … … … … …, because … … … … … … … …… … … … … … … …! … … … … … … … … working?
- Yes, I’m working.
- Oh! Ok, thank you! Bye!
Tenho que admitir que fiquei curiosa por dias para saber porque o tal do Ben queria saber se eu estava trabalhando.
E dando seqüência a minha série de reclamações sobre como inglês é um idioma complicado de se aprender, apresento a você meu atual ‘atrapalha-comunicação’: idioms!
Só essa semana aprendi três folhas de caderno cheias de idioms, e mesmo quando você entende e acha que vai usar direito, você se engana!
Mas eu tenho que morder a bala (bite the bullet), colocar um rosto valente nesse assunto (put a brave face on it) e superar esse desafio, afinal não posso fazer as coisas pela metade (to do somethin by halves) e se deixar o idioma me intimidar, tudo que poderei ter com os inglêses é uma conversa pequena (small talk).
Mudando um pouco de assunto, esse mês estou mantendo minha cabeça acima da água (to keep your head above water), tive que ir no consulado italiano e pagar o tal do selinho que vai no passaporte e além do mais, precisei comprar óculos novos. Só espero não ter que viver na linha do pão (to live on the breadline).
Na verdade eu queria ter usado esse dinheiro para ir para Dublin esse mês, porque isso é uma coisa que eu faço uma vez na lua azul (once in a blue moon), na verdade, o melhor seria poder ter meu bolo e comê-lo (to have your cake and eat it).
Em agosto vou para a Turquia com a família que moro aqui, fiquei na nuvem 9 (to be on cloud 9) quando recebi a notícia, mas fiquei down in the dumps (essa não tem ao pé-da-letra) quando fiquei sabendo que provavelmente terei que pagar minha passagem.
Mas não é o final do mundo (end of the world), eu tenho pés que coçam (to get a itchi feet) e quando mudo de lugar encontro meus pés facilmente (to find your feet), acho que acostumei depois de tantas mudanças.
O que me deixa de pé gelado (to get cold feet) é quando tenho que conhecer pessoas.
Bueno, como deu pra perceber, parece que vou ter que deixar meus planos de conhecer Dublin no gelo (to put something on ice).
Numa casca de nós (to put in a nutshell) , tô quebrada!

sábado, 31 de maio de 2008

Vocês me fazem uma falta que … tá louco!

Eu, aqui em Londres, Europa, muitas coisas para serem exploradas, sábado a tarde, dia lindo e entediada dentro de casa.
Esperando pelos que me deixam na mão.
É tanta gente nesse lugar, mas todo mundo tão distante.
Estou com uma vontade imensa de voltar pra casa, porque vocês não estão aqui comigo?
Lili, Cássio, Henrique, não posso ligar pra vocês virem me buscar?
Love u

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Baby brother

Criança tem cada coisa.
O Sebastian (4 anos) hoje resolveu que quer um irmãozinho:
-Mum, I wanna a baby brother!
-Mum, mas como você consegue um baby brother?
A mãe suspira fundo e responde:
- O papai dá uma sementinha pra mamãe e essa sementinha cresce dentro da barriga da mamãe.
Ao invés da próxima pergunta ameaçadora, vem o comentário:
- Eu acho que quero ver o papai te entregando essa sementinha!

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Pantufas

Você, querido leitor (rs), já se perguntou por quê "Pantufas"?
Pantufas surgiu graças a meu querido amigo Carlos na época da Bayer em São Paulo, que achava meu sobrenome engraçado e semelhante à palavra.
Algumas semanas depois da minha transferência para São Leopoldo a telefonista ligou no meu ramal:
"Daiane, chegou uma caixa aqui, cheia de revistas, endereçada para Pantufas, por acaso seria você?"
Mas se pensarmos simbologicamente, não tem muito a ver comigo. Existe palavra mais caseira do que Pantufas?
Você vai para a praia passar o verão e leva suas sandálias, suas havaiannas, um tênis pra quem sabe se der vontade de fazer algum exercício, mas não leva suas pantufas. Tudo bem, no calor não precisa.
Vai para Gramado no inverno, leva uma bota, um sapato, um tênis, as havaiannas (mesmo estando frio), mas não leva suas pantufas.
Vai pra casa da avó passar o final de semana, nem vê muito bem o que leva, atira tudo dentro da mala, mas com certeza não atira suas pantufas.
Resumindo, pantufas não saem de casa.
Agora, com essa onda de modernidade, de vez em quando é possível ver alguém no quintal de casa buscando o jornal, de pantufas.
Mas imagina só! Sair de casa de pantufas... Havaiannas, pode! Pantufas, não!
A primeira vez que saí de casa não levei minhas pantufas comigo.
Eu tinha umas pantufas bem legais, gigantes, tipo dálmata, mas elas ficaram em Lajeado, enquanto meus pés passavam frio em havaiannas na Alemanha e na Áustria.
Da segunda vez elas também ficaram para trás, fui para São Paulo levando minhas havaiannas e minha irmã adotou minhas pantufas.
Quando mudei para Porto Alegre, tive que comprar pantufas novas!
Dessa vez resolvi mudar esse mito de que pantufas têm que ficar em casa e trouxe as minhas comigo para Londres.
Pantufas também precisam conhecer o mundo!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Será que estou falando grego?

Normalmente usamos essa expressão quando alguém não está nos entendendo direito e temos que repetir a mesma história diversas vezes.
Já na Alemanha eles perguntam “Sprichst du Chinesisch?”, ou seja, “Você fala chinês?”, mas na atual situação econômica do mundo moderno, alguém que faça essa pergunta pode receber a seguinte resposta: “Não, falo mandarim”.
Pois é, o inglês tem sido um idioma muito difícil de aprender, eu falo isso e ninguém entende, e tenho que ouvir o comentário: “Mas você fala bem”.
Então vou mudar minha frase. O inglês tem sido um idioma muito difícil de aprender DIREITO.
E ontem, enquanto escutava sobre a ética no ambiente de trabalho na BBC Radio 4, com a intenção de melhorar meu listening, cheguei à conclusão de que é difícil de organizar as idéias em inglês porque a vida toda você aprende essa linguagem praticamente universal de uma maneira globalmente confusa.
As músicas em inglês invadem nossos ouvidos diariamente, cheias de gírias e contrações e rimas sem sentido, os filmes com legendas que dizem coisas diferentes do que os personagens estão tentando falar, a professora da quinta série que só sabe o verbo to be, mas que faz de conta que nasceu falando inglês, as diversas variações entre norte americanos, ingleses, australianos, sul africanos e outros mais.
E assim vamos colocando pra dentro de nossas cabeças um idioma, que a princípio é fácil e simples, mas que com o tempo se mostra um verdadeiro emaranhado de phrasal verbs com idioms e prepositions.
Até fiquei me perguntando, será que os não-nativos-da-língua-inglesa que dizem que sabem, realmente sabem?
Agora entendo porque algumas das pessoas que conheci que já moraram na Inglaterra, geralmente por menos de seis meses, nunca davam uma resposta concreta para minhas dúvidas em inglês.
Então, esse é o verdadeiro sentido da minha frase quando tento dizer que o inglês é um idioma difícil de aprender.
E devido ao fato de todos falarem que eu já falo inglês, que na realidade não concordo, decidi continuar com minhas aulas de grego, porque de repente, eu realmente fale grego, só não me dei conta ainda.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Oizinho!

O que seria de mim sem meus leitores favoritos?
;o)

Bom, sem nada emocionante (que possa ser publicado, rs* - sabe como é, o proibido a gente esconde).
Queria daquelas estórias emocionantes pra contar, como quando fui pra Grécia sozinha e me perdi no meio do mato, mas aqui eu entendo o idioma e não tem tanto mato assim, mais parques.
Já estou entrando na rotina, trabalho, curso de inglês, aulas de yoga, body balance, ééééé estou me esforçando!
E as aventuras geralmente estão no não rotineiro, nas descobertas. Mas elas virão, só deu uma acalmada agora e, por um lado, estou contente com isso, já voltei a comer direito, e não café, café, café!
Ontem fomos no cinema assistir "What happens in Vegas", vale a pena! Super indicação pra quem quer dar risada!
Pra quem ainda não conhece a história da Grécia, conto num próximo post.
Tenho sentido muita saudade de todos nos últimos dias!
Bjos grandes!

domingo, 11 de maio de 2008

Clicks

O dia fatídico (rs):Wine Cellar com Sarah:
The day after, ou seja, o travessão (hahaha):




Dois pontos, nova linha, travessão!

Os eventos desse final de semana me levaram a uma conclusão: eu coloco muito mais emoção nos eventos, do que realmente existe.
Isso me deixa desapontada, e mais ainda nesse final de semana!
Você passa oito anos da sua vida pensando que a vida pode ter um sabor diferente, que as coisas não acontecem só em novela ou filme água-com-açúcar e em duas horas, a vida te passa a perna.
Foram necessárias apenas duas horas andando por Londres, a ritmo acelerado, num sol do caramba, salto e maquiagem pra me dar conta disso.
Os anos passam para todos, menos para os sonhos. No meu caso, passaram para o sonho também.
Pra cair da nuvem só é necessário conhecer alguém com os pés bem presos no chão.
Resultado, fui jantar com minha amiga Sarah, ela atrasou, fiquei mais de meia hora esperando, e para preencher o tempo entre uma azeitona e a conversa do maitre albanês que falava comigo em italiano e português misturado, fui completando o nível alcoólico do meu dia.
Depois de um jantar maravilhoso, num restaurante italiano super simples em Embankment, fomos para o Wine Cellar tomar mais uma garrafa de coragem.
Quando nos demos conta, estávamos do outro lado da cidade tomando água e esperando a tontura passar.
Esse dia me dei conta que, realmente, contos de fadas não existem.
Mas ao menos, quando caí na realidade, fui amparada por um deus grego!
E a vida:
- Continua!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Chá com letrinhas

Ando muito emotiva, sábado a noite chorei assistindo Charlie and the Chocolate Factory. Me decepcionei um pouco com o filme, porque a única cena que eu me lembrava do filme antigo é quando eles bebem alguma coisa que não devem beber e começam a voar em direção de um ventilador, e descobrem que para não serem triturados pelo ventilador, têm que arrotar pra voltar para o chão, e não tinha essa cena no filme com o Johnny Depp, foi decepcionante.


Henrique, beijo pra você também.

O Hugh Grant estava jantando aqui perto de casa esses dias, entrou no restaurante pela porta dos fundos. Acho que vou começar a ir mais para restaurantes ;o)

Carol, estou escrevendo esse post só por que você pediu, não quero decepcionar tão ilustre leitora. Só lamento por não ter nada mais interessante, pois no momento estou concentrada para o exame do IELTS que será esse sábado.

Estou tentando começar a academia, mas está difícil, todo dia acontece alguma coisa. Viu? A culpa não é minha, é do destino.

Não dá para acreditar, acabo (neste exato momento) de olhar pela janela, um sol lindo e nevando, coisa mais querida!

Para os que estão preocupados com o fato de eu estar dirigindo posso dizer que tenho aprimorado, hoje fui até o super de carro. Nenhum arranhão!

Ah! Descobri que tem uma geladeira no meu carro, inclusive, tinha duas barras de chocolate dentro dela. TINHA.

Pessoas queridas, solicito a gentileza de focarem seus bons pensamentos em mim nesse sábado, 9hs em Londres, 4hs no Brasil, 5hs nos EUA. Estarei fazendo a temerosa prova do IELTS. ahahahaha

Abraços beeeem apertados com muitas saudades.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Shampoo

Herr Krause, meu professor de tradução/versão no Humboldt, me falou que o certo é xampú, porque toda a palavra estrangeira com som de "x, ch, sh, ..." deve ser escrita com "x", assim como abacaxi (indigena) e xópim, de xópim center.

Mas o caso aqui é: você já leu o "modo de usar" do seu xampú?

Diversas vezes, durante o banho, eu lia o rótulo do xampú. Toda vez que eu comprava um daqueles xampús inovadores, eu lia o modo de usar, pra saber se tinha algo de especial, algo de diferente pra ser feito, para que meu cabelo ficasse igual comercial da L'Oreal.

Mas sempre me decepcionei. Modo de usar: aplicar na raíz e nas estremidades do cabelo, massagear e enxaguar.

Aí eu pensava "pra que escrever uma coisa tão idiota? É óbvio que vou aplicar o xampú no cabelo, bagunçar o cabelo pra fazer espuma e depois tirar. Quem precisa ler isso?"

Eu!

Está sendo complicado encontrar um bom condicionador, entre shampooing, smoothie, conditioning shampoo tenho que confessar que nenhum tem funcionado.

E hoje, me dei conta da importância do "modo de usar" escrito na embalagem do xampú. Porque se ao invés de "aplicar no cabelo úmido, massagear até formar espuma e enxaguar" estivesse escrito "aplicar no cabelo após o uso do shampoo" meus problemas estariam resolvidos.

PS1: Caes, chegou tua carta, eu que não consigo mandar as fotos. Estão voltando.
PS2: Lili, vai me passar teu endereço ou quer receber as cartas em mãos com uns meses de atraso?
PS3: Cássio, London ou Milano? :o)

Bjos grandes

terça-feira, 22 de abril de 2008

Crazy people

Cássio, agora eu sei porque você não gosta que sirvam comida no seu prato.

Desde domingo estou morando com a família "Egan" eles são very nice people, Egan-mãe é diretora de eventos da Sky aqui de London (babe), Egan-pai faz trambique com imóveis, mas imóveis de grande porte, o último foi um aeroporto, Egan-boys têm 8 e 4 anos e são super tranqüilos.

A casa é grande e eu tenho um quarto com banheiro pra mim, está mais que bom, no final do dia tudo o que quero é um cantinho.

Aqui na Egan-family tenho um Volvo a minha disposição, podemos empilhar 8 neguinhos dentro dele, e os folgados que forem de carona podem ir vendo filminho, porque atrás dos bancos tem TV com DVD.

Egan-pai foi dar uma volta na quadra comigo, pra ver se eu conseguia guiar num carro que tem o volante do lado direito. Ele falou que não é um bom instrutor e desistiu rapidinho "você consegue, sim!"

Desde ontem, dirijo e estaciono sozinha meu volvo com direção no lado direito.

Segunda-feira chegou a Egan-avó, pra que eu não ficasse sozinha nos dois primeiros dias, a mulher fala pelos cotovelos, ela me perguntou "sprichst du Deutsch?" e depois de eu responder "ja" ela falou que meu alemão é ótimo.

Desde que ela chegou ela não pára de inventar regras, que ela muda a cada cinco minutos, ou seja, que eu não pretendo seguir.

Outra coisa que ela faz desde que chegou, é cozinhar e encher meu prato, saio da mesa explodindo de tanta comida que ela me serve. Ainda é cedo pra dizer "CHEGA".

Toda noite ela abre uma garrafa de vinho, serve uma taça pra mim e eu vou dormir tontinha. Porque uma taça basta!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

News

Amigos queridos!

Fiquei uns dias sem internet e nesse meio tempo, também mudei de endereço.

A partir de hoje tenho que dirigir um carro com a direção no lado direito.

Bjos grandes,

Dai

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sonhe

"Sonhe aquilo que você quiser. Seja o que você quer ser.
Porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida, quando perdoar os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade."

Clarice Lispector by Fabi Superti

Después de la tormenta... el que?

Ontem estava esperando meu cabelo secar para ver o resultado da minha obra-prima e pensei em escrever algo no meu querido blog durante o momento de profundo tédio. Porém, meu notebook resolveu não funcionar de novo.

Estou passando por uns dias tristes, depois das novidades, chegam as más notícias. Alejandro Sanz diria o contrário (después de la tormenta siempre llega la calma).

Nesses dias de más notícias tenho a impressão que estou mais inspirada para escrever, não sei se escrevo melhor, se escrevo mais ou se simplesmente escrevo. Parei pra pensar nisso, será que só escrevo nas horas de declive?

Fui para uma entrevista de emprego ontem, primeiramente quero esclarecer que me inscrevi para trabalhos temporários com documentação de impo/expo e logística. Pois segundo a minha lógica, nesses trabalhos não é necessário um nível "supimpa" de inglês.

Mas segundo a lógica do carinha da agência (Matthew), eu preciso de um emprego onde eu fale o tempo todo, pra praticar meu inglês. Me pergunto... quem vai me dar um emprego nessas condições? Aí vira um ciclo vicioso, entende?

Então, fui chamada (pelo Matthew) para uma entrevista para Export Sales Administrator numa empresa japonesa. Tudo a ver! Falo tanto idioma, será que não tem nenhuma empresa alemã, portuguesa, brasileira, macauesa (de Macau, sei lá como é)? Óbvio que não deu certo, né!

Hoje me ligaram para fazer uma entrevista para ser chefe de vendas de uma empresa de TI e seria necessário viajar constantemente para a Itália. Disseram que meu cv era excelente, queriam marcar hora, mas eu achei estranho, como vou ser chefe de departamente comercial com o inglês que eu tenho, aí a menina resolveu falar que o italiano é que tinha que ser fluente. Hellooooo! Não leu meu excelente cv?

Sabe quando algo não dá certo e você faz aquela expressão 'ahnm' com som triste, meio miado meio suspiro? Pois então! Ahnm! Mil vezes Ahnm!

A situação é que tenho até 01 de maio aqui na família onde estou, e pra isso são só duas semanas, e essa instabilidade que me deixa triste, porque dia 3 é a prova do IELTS e não consigo me concentrar para estudar.

Não posso desanimar, porque quando a gente desanima, tudo desanda!
E até que as coisas não estão tão más assim, meu cabelo deixou de ser multicolor, deu certo!

domingo, 13 de abril de 2008

Boba de felicidade!

Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida!

Um dos motivos é que fui aceita para o mestrado na Politecnico di Milano:

Master of Science in Management, Economics and Industrial Engineering!

Mas o maior motivo é saber que posso dividir minha alegria com amigos de verdade, com quem eu posso contar para todos os momentos, e poder ouvir deles frases de carinho que me ajudam a sustentar as bases que construo para minha vida.

Minha família linda e meus verdadeiros amigos, meu maior presente nesse aniversário.

Amo vocês!

sábado, 12 de abril de 2008

Back to London, babe!

É bom estar de volta!

Apesar de toda a mordomia da Flórida, o sol lindo e céu azul, o café da manhã olhando pro marzão, de poder dirigir do lado certo da estrada, é preciso estar de volta e dar um rumo pra minha vida.

Mas voltar foi algo muito estranho. Parece que não é vida real, parece que é filme, novela, desenho animado, sei lá o que mais.

São 12:30hs pegamos a van até Miami, meio do dia, sol, céu azul. O vôo saiu pontualissíssimo 17:20hs, chegou pontualissíssimo também, oito horas de vôo, as bagagens vieram também ;o)
Mas foi muito estranho chegar e não ter mais céu azul e ser 7:00 horas da manhã do dia seguinte, porque 17:20hs + 8hs, não dá 7:20hs da manhã.

Essa confusão de fuso horário é que me faz estar agora escrevendo, porque é quase uma da manhã de mais um dia seguinte e eu não tenho nadica de sono... dormi muuuuito hoje a tarde.

Além do mais, me dei ao luxo de ficar vendo tv o dia inteiro, saí do quarto duas vezes para comer e uma vez para tomar um banho bem demorado, numa banheira cheia de espuma da Victoria's Secret que eu trouxe da minha viagem ao país do consumismo.

Que aliás, fica melhor ainda quando você pode comprar tudo pela metade do valor, é como se eu estivesse no brasil gastando em dolares, acho que vai demorar pra ter essa sensação novamente.

Essa viagem foi cheia de novas novidades ;o) Comida mexicana, tailandesa, chinesa, japonesa, americana (claro), muito sorvete, muitas compras, até tive um "date" a la EUA, muita cultura, muita gente educada, muito sol, é tão bom desprender os pés do chão de vez enquando.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Day off - parte 2

Pois então.
Encontramos o caminho para a 95 sul.
Começou a chover, a chuva foi ficando cada vez mais forte, até que eu não conseguia ver a estrada.
Imagine eu, Daiane, dirigindo um Chrysler gigante, que puxa pra direita (mal regulado) a 70 milhas/hora (em km/h é só multiplicar por 16), com um temporal.
Primeira saída que encontrei, tive que parar o carro e esperar a chuva passar um pouco.
Quando a chuva diminuiu seguimos viagem, mas voltou a chover forte, dessa vez decidimos parar no shopping e jantar.
Deixei a Vicky no shopping e fui procurar estacionamento, pq o shopping não tem estacionamento coberto (coisa burra), cheguei no restaurante igual um pinto.
Recebemos o cardápio e pum!
Faltou luz! Na cidade inteira!
Tudo que podíamos fazer era esperar a luz voltar. Alguns minutos depois, o alarme de incêndio é acionado.
A fumaça da grelha do restaurante acionou o alarme. Os bombeiros chegaram.
E nós lá, esperando.
A chuva diminuiu um pouco, não muito, a luz não voltou, mas já era umas 9hs da noite, resolvi ir pra casa.
Na saída do shopping errei o caminho de novo. Levamos uma hora para encontrar o caminho.
Quando encontramos, a passagem estava bloqueada pelo sinal do trem.
Até que conseguimos encontrar um "por onde".
Antes de chegar em casa ainda paramos na farmácia pra comprar leite.
Quase onze entramos em casa.
Isso que meus planos eram estar em casa as 5hs.

Estou ausente de histórias ultimamente, porque o tempo aqui na Flórida está curtinho.
Temos muitos programas diferentes, ontem fomos no Zoológico e depois num desses restaurantes sem parede e com areia no chão.
Quis postar rapidinho essa história pra não esquecer.
Hoje estou prestes a vivenciar uma história bem americana... ahahahaha
Bjos grandes!

domingo, 6 de abril de 2008

Day off - parte 1

Sabe quando você está se programando pra sair de casa e aquela vozinha no seu subconsciente diz "não vai, não vai"?
Escute-a! Dê atenção à essa vozinha.
Domingo de manhã, day off, vou dar uma de turista, fazer um passeio naquele tal lugar onde tem foguete.
Eu lá quero saber de foguete!
Mas nem pra Disney eu vou, ao menos vou fazer alguma coisa diferente.
Ah! Mas é tão bom não fazer nada, ficar olhando pro marzão, ainda mais num dia de sol como hoje.
Vamos lá Daiane, vai passear. O que você quer, 40 minutinhos e você está lá.
Ok, fui! Eu e a Vicky (filipina).
O caminho que era de 40 minutos, de repente virou de uma hora e quinze:
Nick: Quanto tempo você acha que elas levam até lá?
Greg: Uma hora e quinze, se não se perderem.
Daiane (em pensamento): Capaz que vou me perder!
E o que era de uma hora e quinze, virou uma hora e dezoito, segundo o Mapquest.
Bom. de acordo com minha (falta de) experiência, não vou seguir os limites de velocidade, então uma hora e dezoito viraram uma hora e meia, por garantia.
Daiane: Vicky, uma hora e meia pra ir, uma hora pra passear, uma hora e meia pra voltar. Agora são dez e vinte, umas quatro horas estamos em casa, dá pra ir no Mall ainda.
Após uma hora de viagem paramos para abastecer, primeiro choque.
Cara do posto de gasolina: Vocês têm seguro?
Ãhn? O que? Como?
Aparentemente o carro deveria ser abastecido com biodisel, só que biodisel só é vendito em Kentucky, muito longe. O cara sugeriu colocar gasolina e ver no que dá.
E tem outra opção?
Não!
Ok, fazer o que.
Na hora de sair do posto, a viagem de uma hora e meia se transformou em uma hora e quarenta e cinco, quando o cara do posto falou: Mais uns quarenta e cinco minutos.
E, no final, duas horas e meia. Me perdi!
Uma hora da tarde, chegamos na Kennedy Space Center, que até então eu não sabia que era uma das estações da Nasa. Pra falar a verdade, nem sabia direito pra onde estava indo.
38 dolares de entrada! A mais simples, ônibus, passeio, videozinho, fotinho.
No início foi ruim, porque é necessário muito mais tempo pra conhecer o lugar, aí fizemos o passeio expresso e tomamos o sorvete de astronauta.
Assistimos a uma simulação de lançamento de foguete, essa foi a melhor parte, até as janelas do lugar tremiam. (depois coloco o vídeo aqui)

Vamos voltar?
Ok, easy busy! Mapinha na mão e lá vamos nós.
Ahahahahahah
É só pegar a 95 sul.
Vicky: estamos há uma hora na 95 sul e nem uma placa.
Vicky: Ops, essa é a 438!
O que é uma hora a 65 milhas por hora (104km/h) na estrada errada? Barbadinha.
Vamos voltar.
Após um século encontramos um retorno "Toll USD1,00)
Daiane: Bom, se tem que pagar, vai ter alguém pra dar explicação.
Que nada, era uma maquininha, você tem que jogar as moedinhas num funil e ela conta automáticamente e você passa.
Pagamos USD1,00 (tem que ser em moedas)
Putz, não adiantou nada, vamos voltar.
Só que na hora de pagar pra voltar... cadê as moedas?
E não pode descer do carro, e não tem ninguém pra ajudar, nada, nadica.
Daiane: Vicky, você tem centavos de libra? Vamos tentar com libra, de repente é só o peso da moeda.
Batata, funcionou, mas mesmo assim, ficou faltando USD0,08, e agora?
Ainda por cima, deixei cair a última moedinha de USD0,01 no chão.
Daiane: Quer saber, vou descer do carro, não tô nem aí.
Achei uma moedinha de USD0,10 no chão.
Problema de pagamento resolvido, mas e agora? Pra onde vamos?
Perguntamos o caminho pra um carro que parou atrás de nós.
Parecia que o cara não fazia parte do cenário, um fusca preto.
O cara sugeriu que seguíssemos ele, até um ponto foi possível, mas depois, 70 milhas por hora, com chuva, é querer demais da Daiane.
O cara foi bacana e acabou esperando por nós no acostamento.
Encontramos o caminho, a verdadeira 95 sul.
A chuva começou a ficar forte, muito forte.

To be continued.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Dizer adeus

A música diz "é fácil dizer adeus, basta olhar pra mim e beijar um cachorro".

Se fosse mesmo tão fácil não estaríamos tão presos a nossas casas, não teríamos nossos pés tão fortemente cravados no chão, nos permitiríamos voar mais.

E eu falo de todos os tipos de adeus, porque alguns podem ser para sempre.

A última vez que estive em Bremen, na Alemanha, discuti com meu amigo Luciano, por besteira. Voltei para o Brasil logo depois disso, em setembro e ele voltaria em outubro, pensei que nos entenderíamos no Brasil.

Porém, ao invés dele, recebi o telefonema da minha amiga Raquel, me contando que ele havia sido atropelado por um trem. Vinte e poucos anos, como podería imaginar?

Estou em John's Island, na Flórida, na casa de uma senhora que está com câncer.
A conheço há pouquíssimo tempo (12 dias para ser mais precisa) e já a admiro, já posso falar "quero ser assim quando crescer". Educadíssima, finíssima, mãe de três filhos, avó, mantém tudo impecável e age como se nada estivesse acontecendo. Forte.

Fui às compras com ela na semana passada e ela mal conseguia dirigir na volta pra casa, mas não comentou nada. Chegou e foi para o quarto descansar.

O genro dela precisou voltar para Londres e ela falou "então é a última vez que nos vemos", querendo dizer que só voltariam a se ver na Europa.

A reação dele "o que você quer dizer com isso?"

Imagina você participando da cena. Aí você vê como damos muita importância a coisas sem importância.

Hoje de manhã ela precisou viajar para NY para um tratamento mais forte, porque a quimioterapia não está funcionando.

Todos foram até o carro, abraçá-la, dizer até logo, porque adeus é difícil.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Borboletas na barriga!

Há algum tempo venho pensando nas pequenas coisas diferentes que fazemos na vida, aquelas que enquanto estamos fazendo pensamos "não acredito que estou fazendo isso".

Imagine essa frase em duas entonações diferentes:

1- Como sou idiota: "não acredito que estou fazendo isso"; e
2- Como sou afortunado: "não acredito que estou fazendo isso".

No segundo caso, você sente aquela emoção que os alemães chamariam de "Schmetterling im Bauch", ou seja, borboletas na barriga.

Falando nisso... Tenho feito várias coisas que me fazem pensar nessa frase (nas duas entonações).
Minha última aventura foi caçar borboletas. Você já caçou borboletas?
Exige muita técnica, habilidade e paciência, ainda mais num lugar sem muitas borboletas.
O (digamos) esporte consiste basicamente em correr atrás de borboletas armado de uma rede. Essa rede está presa em uma armação em formato de flor, pra dar um charme à caçada, e essa flor está presa em um cabo bem comprido.
Como não existem muitas borboletas nessa época do ano (final do inverno na Flórida) você improvisa e sai por aí chacoalhando arbustos.
Vez ou outra uma borboleta sai do meio das folhas, o problema é que ela já sai voando numa altura no mínimo duas vezes maior que a sua, é aí que a aventura começa...
Você sai correndo e pulando atrás da borboleta com sua "arma" em punho.
Aí você consegue caçar uma borboleta!
Coloca ela num recipiente chamado "Bug Barn" (fazenda de insetos). E aí?
E aí acabou a brincadeira!
Ela morre se ficar muito tempo lá dentro.

Para ilustrar a segunda entonação vou utilizar o exemplo de um amigo meu, Caes, que vai mandar uma carta pra mim essa semana, adorei a frase dele quando se descobriu fazendo algo "diferente" do de sempre: "vou mandar uma carta internacional, que demais!"

Isso é pra provar que não é difícil ser feliz ;o)

Maiô

Sim, maiô.

Você achou que nunca mais ouviria essa palavra? Pensou que ela havia caido em desuso?

Enganou-se completamente!

Graças a meu maiô (sim, eu tenho um) me senti menos deslocada na piscina essa semana.

Comprei o maiô em 1999, na Áustria. Devo ter usado, no máximo, 10 vezes nos últimos 9 (uau) anos. Uma voz no meu inconsciente disse pra eu trazê-lo. E meu maiô viajante foi (finalmente) útil.

Pessoas chiques não ficam mostrando o corpo como nós, brasileiros. Então (Cássio e Henrique) todas as teorias de como deve ser um biquini chique, definidas no verão brasileiro passado, cairam por terra.

E lá fui eu gastar meus ricos dólares em um biquini mais decente.

Quando estudava no Colégio Aparecida, em Bento, eu fazia aula de ginástica ritmica. Nessas aulas eu vestia uma camiseta branca da escola e uma bermudinha azul marinho, também do uniforme.

Deveria ter guardado a bermudinha azul marinho, assim teria economizado vários dólares, porque é assim que é a parte de baixo do meu novo biquini. Ele tapa toda a bunda, não deixa nadica de fora. Mas também não é igual bermudinha. É um calçolão. Super sexy.

E a parte de cima, quando eu voltar para o Brasil, vou poder usar pra sair na rua no verão, porque tapa a barriga. Isso é útil.

Resolvi comprar um biquini grande, e não um maiô grande, porque quando eu estiver na praia, sozinha, posso enrolar a parte de cima, e tomar um sol na barriga.

A praia geralmente está vazia, porque as pessoas estão em suas piscinas, e já que estou com bronzeados, vou tentar pegar um sol na praia (sozinha, claro) antes de apelar para um daqueles auto bronzeadores pra dar uma uniformizada ;o)

Segue para vocês uma fotinho minha com meu biquinão no paraíso, na Flórida. Ao menos é chique, é de grife ;o)

Quem sabe mais adiante coloco uma fotinho do bumbum, ehehehe!

Beijos saudadosos (volto logo pra contar mais coisas)

quarta-feira, 19 de março de 2008

Diário de bordo

Hoje foi a primeira vez que dirigi em Londres sem co-piloto.
Muito melhor, sem dúvidas!
Quase não tive prejuízos.
O primeiro deslize ocorreu quando tentei passar entre dois pilares, um deles raspou no lado do carro, nessa hora cheguei a pensar que o pneu estava furado.
Depois de várias horas andando (só pra praticar) e fazendo os mesmos trajetos, resolvi mudar de direção.
Fui andando no sentido contrário até encontrar um lugar para tirar fotos para a inscrição do IELTS.
Parei o carro no estacionamento do supermercado, pois é de graça e fácil de estacionar.
Coloquei de ré, pra poder tirar com mais facilidade.
Feliz da vida, entrei direitinho na vaga, aí pensei "agora é só usar o freio e parar"
Só que nesse momento me confundi de pedal, e usei o acelerador, ainda bem que tinha uma parede atrás do carro, porque se fosse outro carro, haveria um certo tipo de incomodação, sabe?
Mas está tudo bem, porque a 40km/h o estrago não pode ser muito grande.
A melhor maneira de praticar é com carro dos outros, e claro, quando esses outros são bem ricos e não se importam com alguns risquinhos ;o)
Detalhes.
Bom, agora que já estou craque em andar nas ruas estreitas de Londres, onde só passa um carro por vez, e é necessário parar para que o outro carro passe, onde todos estacionam onde bem entendem, fazem conversões em qualquer lugar, ou seja, as regras são bem lights... O próximo desafio será dirigir na Flórida.
Ao menos lá vou estar na mão certa!
Seja o que deus quiser!

segunda-feira, 17 de março de 2008

Vale a pena...

Hoje, às 18:24 eu já estava de pijamas, pronta para me atirar debaixo dos lençóis e dormir tudo que não dormi na noite passada.
Olhei pra janela e a escuridão me dizia que já passava das 9, me enganou!

Aí pensei, vou escrever um pouco!
Só que estou com preguiça.

Cássio, loiros também aprendem a postar nominalmente? ehehehe
Parabéns por mais essa vitória!
Saudades gigantes!
Ah! Fiz uma descoberta! Você e o Henrique vão gostar do resultado!
Na verdade é mais uma desconfiança muito confirmada! (suspense)

Meu querido amigo Roberto, de Milão, me passou o skype de sua amiga Elena. Sexta passada falei com ela e marcamos de nos conhecer no sábado.
Sábado, na estação Embankment encontrei com a Elena, que me apresentou seus outros amigos: duas francesas, um japonês, um espanhol e mais uma porção de italianos.
Fomos tomar vinho siciliano (da máfia ;o) naquelas mesinhas que ficam na rua e têm um guarda-chuvas no meio, numa rua semi-iluminada, estreita, onde os carros não passam.
Vários estrangeiros e nativos caminhando na chuva, ao nosso lado, até que a chuva encharcou nossos casacos e resolvemos entrar.
A brisa londrina levou a chuva até nós, nos empurrou para dentro do bar, onde não se fuma!
Ainda bem, porque lá fora eu, como a única não fumante, já havia consumido umas 3 carteiras de cigarro.
O assunto interessante, maior parte em inglês, as piadas em italiano e as músicas francesas, animaram a noite. (je ne regreterieeeee)
Camada de ozônio, dislexia, vencer os limites impostos ao corpo pelo destino, foram alguns dos assuntos que saiam dos lábios roxos e das cabeças entorpecidas pelo vinho barato.
Dez horas! Está tarde, vou me recolher. Sim! Dez horas!
A chuva continua caindo, a rua escura, a meia luz, as pessoas em casacos pretos longos, a estação iluminada aparecendo ao fundo, aperto o passo pra fugir da chuva quando ouço um solo de violino vindo da direção da estação. Estou num filme, meu filme particular.
A melhor cena dessa parte do filme.
Diminuo a velocidade para apreciar por mais tempo, não vai se repetir tão cedo.
Vale a pena!
A vida vale, com certeza!

sábado, 15 de março de 2008

I'm going back to the start...

Arriscar, mudar o rumo da vida, muitas vezes tem seu valor.
Deixar uma rota, que parece ser a correta, para iniciar um novo percurso, pode gerar insegurança, dúvidas.
É como se você estivese em uma região desconhecida, sem mapa, dirigindo sem destino, mas com um objetivo. Aí, na sua frente, você consegue ver a continuação do caminho, mas também uma placa dizendo: DESVIO
E você resolve pegar o desvio, sem saber as condições da estrada, nem se ela leva para o mesmo lugar que aquela que você estava seguindo, nem sabe se vai ser mais rápido ou mais longo.
Digamos que "pra variar", você decide pelo desvio.
Assim que me sinto às vezes, não sei exatamente para onde vou, nem o que vou encontrar pelo caminho, muito menos qual a distância que ainda tenho pela frente.
Certas decisões fazem com que tenhamos que nos submeter a condições até mesmo opostas ao que imaginávamos para nossas vidas.
Hoje estou aqui, trabalhando como nanny, gosto de cuidas das crianças (dos outros), de criar com elas, aprender.
Mas algumas vezes penso que eu posso mais, aí me lembro que meu inglês (infelizmente) ainda não pode tanto.
É temporário.
A questão é que depois de tanto filosofar, decidi escrever um livro "Como aprender a gerenciar pessoas com base no conhecimento da educação infantil".
Por vários momentos me dparei com situações difíceis, conflitos de interesses, meus e dos pequenos.
Me saí numa boa, com minha técnica de "como domar as ferinhas" e constatei que o mesmo tratamento aplicado às pestinhas teria surtido um efeito positivo se aplicado no relacionamento entre colegas de trabalho (independentemente do nível hierárquico) e clientes.
Tão simples!
Curtas:
- Esses dias eu estava no trem, olhei pro lado e tinha um taiwanes do meu lado. Eu acho que era taiwanes, porque me explicaram que os coreanos têm o rosto mais redondo, e os chineses tb, e os japoneses os olhos mais puxados.
Ele estava lendo "O ursinho Pooh" em voz alta. Ahahahaha!
- Tenho reparado nos carros nas ruas. Estou reparando, porque quando voltei da Alemanha, todos me perguntavam sobre os carros e eu não sabia responder, pois não reparava.
Pois bem, tá cheio de BMW e Mercedes aqui na minha rua.
O pai da família, aqui onde moro, comprou ontem um BMW conversível, preto, liiiindo!
Ah! Só pra constatar, meu carro é um Chrysler com lugar para 7 pessoas.

- Descobri minha nova profissão, serei estilista. Seguem fotoa da minha primeira criação.

Bjos grandes


quarta-feira, 12 de março de 2008

Comunicado importante

Caros amigos,

como devem ter percebido, não tenho tido muito tempo de postar boas histórias por aqui.
Estou tentando manter o blog atualizado com vídeos e fotos, que são maneiras ligeiras de me expressar para que saibam que sobrevivo ao clima londrino.
A questão é que estão gravando um filme na rua de onde estou morando, há uma ou duas casas de distância e estou me mantendo escondida, pois se me descobrirem não terei mais sossego.

Desde já agradeço sua compreensão,

Daiane

Longe do meu lado!

Devido o conteúdo desse vídeo possuir cenas obsenas, fiquei na dúvida se deveria postá-lo.

Mas não pude resistir, foi um presente coisa muito fofa dos meus amigos mais fofos ainda.

Olhando esse vídeo eu pensei: "Caramba, como somos amigos de verdade!"

Afinal, não é qualquer pessoa que tem foto da gente assim... as mais inesperadas, gorda, magra, acabada, produzida, dando umas aulinhas gratuitas de dança indiana, loira, morena, bebendo, comendo...

Me dei conta de outra coisa... meu deus, como eu gosto de cor-de-rosa! Está na hora de mudar de cor, já cresci!

Love u

terça-feira, 11 de março de 2008

Lazy - Bedroom/Kitchen

Estou cheia de coisas pra contar, mas estou com uma preguicinha!

Por isso estou colocando o vídeo do meu quarto, silencioso, só com a BBC no fundo (se der pra ouvir), porque sei que tem gente querendo saber como é que tem uma cozinha dentro do meu guarda-roupa.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Curtas...

So... I love my leitores ;o)

Sei que estão todos loucos de vontade pra saber como estou me saindo nesse trânsito, mas primeiramente quero compartilhar uma notícia.

Minha maninha do cuore, a Luli, a irmã que eu mais gosto (hehehehe) passou na UERGS (Universidade Estadual do Rio Grande do Sul) em Gestão Ambiental. (Henrique, ela vai tirar nossos lugares de trabalho nas auditorias pras ISOS, rs).
Amigos queridos, uma salva de palmas para ela, a única da família a fazer faculdade paga pelo governo, vai pegar nossos impostos de volta.

Esse tópico é chamado "curtas" porque deveria ter várias pequenas histórias engraçadas que aconteceram nos últimos dias, mas meu note entrou em pânico ontem, quando eu queria postá-las, e esqueci delas. Mesmo assim, resolvi manter o título.

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Alguns conhecem minha adoração por sorvete, sabe o que eu descobri? Que ao invés de levar uma barrinha de cereal no bolso, posso levar um potinho de sorvete. Foi o que aconteceu sábado a noite.
Cheguei num mercadinho, conhecido por mercadinho e indiano (não sei porque, se nenhum desses mercadinhos que entrei até agora pertencia a um indiano, inclusive, esse a que me refiro no momento é um "Spar" - marca alemã), comprei um Häagen Dazs de morango.
O dono do mercadinho deu risada de mim, olhei pra geladeira de sorvetes e falei: "I love ice cream". Foi muito espontâneo.
Coloquei no bolso, pois estava muito duro pra comer com a colherinha de plástico que vem junto. Algum tempo depois, com vontade de comer alguma coisa, lembrei do sorvete que eu havia colocado no bolso do casaco. Estava delicioso.

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A Easy, louca de vontade de comer um sanduíche de presunto, foi na "Amici Delicatesse" que eu indiquei pra ela. O ambiente é bem animado, todo mundo que atende lá é italiano'.
Só que a Easy não conseguiu falar presunto em inglês, e teve que se contentar com salame, que é uma palavra mais global.

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Na mudança das bagunças da Easy pro novo endereço dela precisamos pegar um mini-cab, ou seja, taxi. O taxista era indiano, perguntou meu nome.
Cansada de tentar explicar meu nome eu simplesmente falei: just like the princess, Diana.
Ele me respondeu: I'm glad you're alive.

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O mesmo taxista era iraniano, tivemos uma viagem de taxi bastante cultural.
Agora não pergunto mais como se fala "eu te amo"em todos os idiomas. Minha frase preferida é "oi, como vai você?".
O cara ficou tão feliz com meu interesse pela cultura dele que escreveu pra mim num papel como se fala "oi, como vai você?" em forsi (o idioma do Irã), e se por acaso, a pessoa com quem eu estiver praticando a frase continuar o diálogo, ele colocou no papel também "Bem, obrigada"

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Hoje foi meu primeiro dia de motorista das crianças para a escola.
Henrique, meu problema não é abrir a janela, porque agora eu já sei que essa eu tenho que deixar fechada ;o)
Os carros aqui tem uma luz pra "dizer obrigada", e essa... eu tenho que usar!
Tá confuso!
Falando nisso, não fui muito mal no meu primeiro dia motorisada pelas ruas de Barnes, o problema foi colocar o carro na garagem.
Tirei um pedaço do portão.
Agora eu sei porque meu pai ficava dizendo pra não fazer a curva tão fechada quando colocar o carro na garagem.
Aí, fui tentar melhorar a aparência do arranhão do carro, um arranhãozinho de uns 40 centímetros, nada demais. Ah! Amassou um pouquinho também. Esqueci de olhar o portão.
Peguei uma esponja e "shampoo pra carro" e fui limpar o preto da tinta do portão da lataria do carro.
Enquanto estava limpando, aquela chuva gelada caindo sobre mim, o vento malvado, uma van branca foi fazer o retorno na rua, há uns 20 metros de distância de mim, nem isso. E bateu no poste de luz. A lâmpada do poste caiu em cima da van.
Me senti mais aliviada. Afinal, não sou a única má motorista no mundo!
De repente o cara fez pra mostrar solidariedade.

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Essa foto é da estação de metrô, a preferida da Easy, tudo o que ela tem que fazer, ou todos que ela precisa ou queira encontrar, ela marca aí:

Essas placas me fazem lembrar do Cássio. Um dia coloco aqui um videozinho com "Mind the gap" pra ele matar a saudade da Inglaterra ;o)

Beijos saudosos