Tô sem sono!
Vou aproveitar esse fato para dar continuidade à saga: Londres/Milão!
Tô sem sono, mas nesse horário o cérebro já não funciona muito bem, mesmo sem sono...
Esses dias deu um “medinho” de ir embora, ficar longe... e, pra ser sincera, de sair dessa vida boa ;o)
Então eu pedi um sinal dos céus! Não sabia mais o que fazer.
Foi aí que a Isis me ligou:
“Tô indo contigo”
Primeira reação: “ãh”
O que me deixou mais contente é que eu contei pra ela que estava indo, mas só contei e ela decidiu de decisão própria ;o)
Fico feliz por estar indo com duas pessoas “tudo-de-bão” pra Longes (rs*).
Sabe... aquela fase de “uhuuuu, tô indo morar longe de todos e de tudo”? Ficou nos meus 18 anos. Sinto-me bem em saber que terei pessoas queridas perto de mim.
Pois então... com meus dois companheiros de ‘vida nova’ fui descobrindo como se vai para Londres quando não se tem cidadania européia.
Juro que pensei que fosse um pouquinho mais fácil, mas aqueles gringos gostam de complicar, hein!
Informação é tudo. Informação aliada de bons amigos, então... nem se fala.
Melhor ainda: informação + bons amigos bem informados ;o)
Ah! Não podemos esquecer da tecnolgia!!!
Não dá pra gastar reais em libras, né?
Por isso os dois precisavam de um visto de estudante com permissão para trabalho e, para consegui-lo, tinham que estar matriculados em um curso, o primeiro impulso foi procurar uma agência.
Fomos, o Leandro e eu, na STB. Gente! Eles querem tudo! Todo o seu dinheiro!
Aí... (santo MSN) conversando com a Dai Blask ela deu umas dicas de escola e entramos em contato com a Malvern House London por Skype. Já aí baixamos em mais de 8 mil pila o valor do curso. Fica mais viável, né?
A boa dica da STB foi quanto ao despachante, e essa (pasmem) foi de graça.
Ele é o único em Porto Alegre (e provavelmente em todo o RS) a fazer o processo de visto britânico. Então imagina a figura!
Longe de mim falar algo ruim dele! Ele sabe o que faz, faz bem e te dá várias dicas.
Mas ele é o teu contato mais próximo com o “liberador do teu visto”, você gasta vários pilas, e muito do teu tempo (muito mesmo) programando tudo e juntando papelada, não vai querer que por uma alteração no humor do adorável senhor vá tudo por água abaixo, né? Então, não é Senhor, é Vossa Excelência (no mínimo). E quando você sai da sala dele, onde você vai ser instruído para essa jornada, você sai de costas fazendo reverências, sabe? Quase pedindo desculpas!
E é uma senhora papelada, ainda bem que eu não preciso disso, já me bastou tudo o que tive que traduzir, juramentar e mandar pro papa pra depois enviar pra universidade.
É contra cheque, extrato bancário da família inteira, registro de imóvel, até histórico escolar do primeiro e segundo graus, questionário, carta da escola onde você vai estudar, foto, certidão de nascimento, casamento, descasamento... e, tudo tem que estar como naquela música “selado, registrado, carimbado, avaliado, rotulado se quiser voar”.
Você sabe por que seu passaporte brasileiro leva 6 dias para ficar pronto?
Eu sei, é porque agora ele é emitido pela casa da moeda.
Por isso que tem que agendar antes. Então, quem estiver pensando em viajar pro exterior nas férias de inverno e não tem passaporte válido, já pode ir tirando o cavalinho da chuva! É, a fila está grande!
Agora imagina o Mr. Leandro... que um pouco antes do Natal, resolveu que ia viajar em fevereiro. Teve que ir fazer o passaporte quase no Uruguai... hehehe (sorry Pipo, isso me faz rir, agora faz).
Passaporte, visto e curso não é tudo o que você precisa! Ainda tem seguro de vida, lugar pra morar (ao menos no início), viagem pro Rio de Janeiro (porque tem que fazer a entrevista do visto lá) e a passagem pra Londres.
Sei que vou me arrepender amargamente do que vou dizer agora, mas dessa vez foi fato, a TAM foi a melhor companhia aérea. Ao menos do meu ponto de vista, tendo em conta que o trecho que fazemos é POA>SP>Londres e não só SP>Londres (o que muda muito). O povo já tem a idéia formada de que TAM é caro e acaba nem consultando, mas é besteira. Com a concorrência de hoje em dia, todas as companhias têm que entrar na mesma dança.
Bom, acho que depois dessa experiência vou abrir uma agência, já estou por dentro e deu pra perceber como não cobram pouco. Assim, caros amigos, quem precisar de uma dica de como ir para Londres, pode falar comigo. Mas agora tô cobrando, viu? – rs*
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
Pra onde era mesmo?
Alguém me falou (eu queria lembrar quem foi) que no momento em que a faculdade acaba, entramos numa fase de indecisão e dúvidas. Meu comentário?!?!
“Ah! Esse não vai ser meu caso!!!”
Ah é? Tá bom!
Quem dera eu estivesse certa.
Foi só apresentar o TCC e começou a avalanche de dúvidas.
Saí da empresa onde trabalhava em julho, queria ir viajar, mas tinha que esperar até agosto, pois tinha a formatura. Depois da colação, tive que esperar até setembro, já tinha as passagens para NY.
Bom... agora decidi, quero fazer um trainee...
Será?
Não! Já que estou nos EUA, vou ficar aqui até de dezembro, tenho permissão de permanência até lá.
Procura emprego, faz entrevista, começa a trabalhar nos EUA, troca a data da volta...
Aí, chega o email ‘você foi convocado para a dinâmica de grupo’...
Sai do trabalho, arruma mala e troca a data da volta de novo.
Mas é isso mesmo? Morar em Curitiba? Pensa naquele povo que não se comunica muito!
Ah! Mas tem a Barbara, o Jairo, a Dani...
Pode ser São Paulo também... de novo? Não!
Já é janeiro e nada de enviar cv ainda. Mas também... mandar pra onde? Por que?
E aquela vontade de viajar... perturbando!
Manda cv!
Faz entrevista, ônibus pra cá, mudança de endereço e muda de novo, avião pra lá...
Aí surge a oportunidade... trabalhar e viajar, ê beleza!
Eliminatória: inglês fluentíssimo.
Quer saber? Não vou!
A vaga é minha! Empresa legal! Mas? Será?
Não!
Vou pra Londres!
Fazer o que?
Pois é...
Então não vou... vou procurar um mestrado, continuar estudando.
Engenharia de produção, ótimo!
Era o que eu queria, desde o início da faculdade... onde?
Na Itália... desde quando voltei da Alemanha!
Resolvido: Master of Science in Management, Economics and Industrial Engineering... Politecnico de Milão!
Perfetto!
O que precisa mesmo? Inglês fluente!
Bom, começa em setembro...
vou pra Londres!
“Ah! Esse não vai ser meu caso!!!”
Ah é? Tá bom!
Quem dera eu estivesse certa.
Foi só apresentar o TCC e começou a avalanche de dúvidas.
Saí da empresa onde trabalhava em julho, queria ir viajar, mas tinha que esperar até agosto, pois tinha a formatura. Depois da colação, tive que esperar até setembro, já tinha as passagens para NY.
Bom... agora decidi, quero fazer um trainee...
Será?
Não! Já que estou nos EUA, vou ficar aqui até de dezembro, tenho permissão de permanência até lá.
Procura emprego, faz entrevista, começa a trabalhar nos EUA, troca a data da volta...
Aí, chega o email ‘você foi convocado para a dinâmica de grupo’...
Sai do trabalho, arruma mala e troca a data da volta de novo.
Mas é isso mesmo? Morar em Curitiba? Pensa naquele povo que não se comunica muito!
Ah! Mas tem a Barbara, o Jairo, a Dani...
Pode ser São Paulo também... de novo? Não!
Já é janeiro e nada de enviar cv ainda. Mas também... mandar pra onde? Por que?
E aquela vontade de viajar... perturbando!
Manda cv!
Faz entrevista, ônibus pra cá, mudança de endereço e muda de novo, avião pra lá...
Aí surge a oportunidade... trabalhar e viajar, ê beleza!
Eliminatória: inglês fluentíssimo.
Quer saber? Não vou!
A vaga é minha! Empresa legal! Mas? Será?
Não!
Vou pra Londres!
Fazer o que?
Pois é...
Então não vou... vou procurar um mestrado, continuar estudando.
Engenharia de produção, ótimo!
Era o que eu queria, desde o início da faculdade... onde?
Na Itália... desde quando voltei da Alemanha!
Resolvido: Master of Science in Management, Economics and Industrial Engineering... Politecnico de Milão!
Perfetto!
O que precisa mesmo? Inglês fluente!
Bom, começa em setembro...
vou pra Londres!
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
Quem tem boca vai à Roma... ou a Milão?!? - parte 1
Sei que estou em falta com muitos de meus queridos amigos, que estão esperando, há algum tempo, por uma resposta de e-mail, por uma visita ou por uma conversa no MSN um pouco além do “E aí? Belê?”
Ontem se encerrou minha maratona atrás da documentação para meu mestrado. Que foi o que me deixou meio atrapalhada nos últimos dois meses, e que, muitas vezes, me impediu de me comunicar com mais eficiência ;o)
(Além do guaraná que caiu no note... outra história)
Aqui está uma explicação, nada resumida, do que já estava me tirando o sono...
Você foi aluno da PUCRS? Quer estudar no exterior? Fazer um mestrado? Então prepare-se... você não poderá contar com a boa vontade da universidade!!!! A não ser, claro, se você pagar para fazer através deles.
Tudo começou no início de dezembro, quando precisei do conteúdo programático do curso que fiz. A faculdade não possui uma informação unificada, então, você pega seu histórico escolar, e vai passear pelo campus, pedindo de secretaria em secretaria por obséquio para que façam para você uma cópia do conteúdo de cada matéria que você estudou.
No sol de dezembro você vai... administração, matemática, letras, psicologia, sociologia... e até naquelas faculdades que você se perguntou no início da faculdade “pra que isso?”, teologia e filosofia, mas aí no direito (é claro) eles te pedem pra voltar daqui uns dias. Todas as outras faculdades fizeram na hora, mas o direito tem aquela burocracia básica!
Aí você junta todas aquelas 90 páginas, que foram conseguidas com muito suor (literalmente) e leva no centro de registro acadêmico, o famoso CRA! Lá, você paga (óbvio) 5 pila pra grampearem, colocarem a numeração nas páginas e fazerem uma declaração de que a informação é real (pode?).
Pausa para duas observações: cada conteúdo tem um lay out diferente do outro, incrível, uma universidade do porte da PUC e nem isso estar unificado.
Pila: unidade monetária deste blog, hoje a cotação é de 1 pila = R$1.
Aí você volta na semana seguinte!
Ontem se encerrou minha maratona atrás da documentação para meu mestrado. Que foi o que me deixou meio atrapalhada nos últimos dois meses, e que, muitas vezes, me impediu de me comunicar com mais eficiência ;o)
(Além do guaraná que caiu no note... outra história)
Aqui está uma explicação, nada resumida, do que já estava me tirando o sono...
Você foi aluno da PUCRS? Quer estudar no exterior? Fazer um mestrado? Então prepare-se... você não poderá contar com a boa vontade da universidade!!!! A não ser, claro, se você pagar para fazer através deles.
Tudo começou no início de dezembro, quando precisei do conteúdo programático do curso que fiz. A faculdade não possui uma informação unificada, então, você pega seu histórico escolar, e vai passear pelo campus, pedindo de secretaria em secretaria por obséquio para que façam para você uma cópia do conteúdo de cada matéria que você estudou.
No sol de dezembro você vai... administração, matemática, letras, psicologia, sociologia... e até naquelas faculdades que você se perguntou no início da faculdade “pra que isso?”, teologia e filosofia, mas aí no direito (é claro) eles te pedem pra voltar daqui uns dias. Todas as outras faculdades fizeram na hora, mas o direito tem aquela burocracia básica!
Aí você junta todas aquelas 90 páginas, que foram conseguidas com muito suor (literalmente) e leva no centro de registro acadêmico, o famoso CRA! Lá, você paga (óbvio) 5 pila pra grampearem, colocarem a numeração nas páginas e fazerem uma declaração de que a informação é real (pode?).
Pausa para duas observações: cada conteúdo tem um lay out diferente do outro, incrível, uma universidade do porte da PUC e nem isso estar unificado.
Pila: unidade monetária deste blog, hoje a cotação é de 1 pila = R$1.
Aí você volta na semana seguinte!
Quem tem boca vai à Roma... ou a Milão?!? - parte 2
A aventura toma proporções maiores... você junta tudo (histórico escolar, diploma, a tal da declaração) e sai dos limites da universidade, vai passear por Porto Alegre, reconhecer firma!!!
Começa pela zona norte, na Assis Brasil, é lá que está a sagrada assinatura do diretor da FACE. Depois de estacionamento indevido e aquela conversinha básica com o azulzinho pra ele te liberar da multinha, de ter sobrevivido ao atravessar a rua, o destino é o temido centro de Porto Alegre. E lá... é de busão!
Se existe alguém que gosta do centro de Porto Alegre, entre 8hs e 17hs de segunda a sexta-feira, esse alguém, com certeza, não sou eu! E se você conhecer alguém, conte-me, porque eu não conheço. O que sei é que tem até quem fuja de lá em pleno domingo (vazio), né Henrique? ;o)
Bom... no cartório do centro, tem aquela fila simpática, e quando chega sua vez, adivinhe! Um idoso chega do passeio no centro e passa na sua frente. Tudo bem, faz parte!
E numa temperatura de 38 graus, você encerra o passeio na João Pessoa. Lá, para que você não fique entediado, também há um pequeno obstáculo: está tudo no papel ainda. Então, depois de enfrentar a fila quilométrica debaixo do sol, chega aquele funcionário que foi recém admitido e leva duas horas procurando a assinatura que você precisa naqueles arquivos de 1900 e guaraná com rolha.
O pessoal das assinaturas escolheu um cartório em cada extremo da cidade, acho que é pra gente passear um pouquinho.
To be continued...
Começa pela zona norte, na Assis Brasil, é lá que está a sagrada assinatura do diretor da FACE. Depois de estacionamento indevido e aquela conversinha básica com o azulzinho pra ele te liberar da multinha, de ter sobrevivido ao atravessar a rua, o destino é o temido centro de Porto Alegre. E lá... é de busão!
Se existe alguém que gosta do centro de Porto Alegre, entre 8hs e 17hs de segunda a sexta-feira, esse alguém, com certeza, não sou eu! E se você conhecer alguém, conte-me, porque eu não conheço. O que sei é que tem até quem fuja de lá em pleno domingo (vazio), né Henrique? ;o)
Bom... no cartório do centro, tem aquela fila simpática, e quando chega sua vez, adivinhe! Um idoso chega do passeio no centro e passa na sua frente. Tudo bem, faz parte!
E numa temperatura de 38 graus, você encerra o passeio na João Pessoa. Lá, para que você não fique entediado, também há um pequeno obstáculo: está tudo no papel ainda. Então, depois de enfrentar a fila quilométrica debaixo do sol, chega aquele funcionário que foi recém admitido e leva duas horas procurando a assinatura que você precisa naqueles arquivos de 1900 e guaraná com rolha.
O pessoal das assinaturas escolheu um cartório em cada extremo da cidade, acho que é pra gente passear um pouquinho.
To be continued...
Quem tem boca vai à Roma... ou a Milão?!? - parte 3
Passadas as fases “junta tudo” e “reconhece firma”, chegou a hora de traduzir. A universidade italiana pede que os documentos estejam em italiano juramentado e com a legalização do consulado, mas o conteúdo programático pode ser traduzido para inglês pelo próprio aluno, desde que impresso em papel da universidade ou assinado pelo coordenador do curso.
A PUC possui uma assessoria para assuntos internacionais (AAI), o que você pensa? “Bem, a PUC manda um monte de estudante pro exterior a cada semestre, assim como recebe estudantes estrangeiros. O que vou fazer? Vou até a AAI ver se já não existe algo relacionado ao conteúdo programático traduzido para o inglês, assim não precisarei ficar pentelhando ninguém pra assinar depois. Afinal, a faculdade que escolhi não deve ser a única a pedir isso.” E de fato, não é!
Só que na AAI, sou recebida por um ser superior a todos na face da terra (ao menos é o que a menina acha que é) que me dá a seguinte resposta: “Se você quer estudar no exterior, tem, no mínimo que saber falar o idioma do país onde você resolveu estudar.” Bom... primeiramente eu gostaria de ter dito pra ela que na Itália se fala italiano, mas achei que eu estaria perdendo meu precioso tempo.
Ainda tentei explicar que na verdade eu iria traduzir, mas que no final das contas, precisava de um “ok” da faculdade. Aquela pessoa de má vontade me falou “Se você for estudar fora pela PUC, teu orientador assina, caso contrário não, porque você não tem orientador”, ou seja, ou você paga pra PUC, ou te vira negão!
Na verdade, aquele dia eu tinha bastante tempo disponível, mas ao invés de tentar explicar melhor para aquele ser arrogante que eu só estava querendo uma informação que facilitaria minha vida (e como facilitaria) e, mais tarde, a da coordenadora do curso, fui até a ouvidoria reclamar da funcionária. Haja paciência.
E fui buscar outros meios.
Com a tradução dos documentos em italiano (Ca. de 80 pila cada página) fui ao consulado italiano para legalizar as assinaturas. Fora o dia que eu cheguei no consulado e, teoricamente, era para encontrá-lo aberto, mas não estava. Não tive maiores problemas no consulado. As informações me foram passadas meio pela metade, e tive que contar com a boa vontade da funcionária do consulado, que me ajudou muito.
O consulado da Itália em Porto Alegre atende aprox. 20 pessoas por dia, por isso, às 8hs da manhã tem gente na fila pra conseguir senha. Como para o setor de educação não há tanta procura, podia chegar sempre próximo às 9hs e seria uma das primeiras a ser atendida, mas participava da fila como todos.
O que eu não consigo entender é o seguinte: existem diversas direções pra se formar uma fila. Uma dessas opções faz com que, as pessoas que estão esperando, fiquem na sombra. Pergunta: por que não escolhem essa direção? Incrível!
Como não poderia ser diferente, fui, por diversas vezes durante o processo de juntar papelada, atingida pela Lei de Murphy (também conhecida como lei de Smurf ;o). A pior delas foi quando se perdeu todo o arquivo do conteúdo programático em inglês, nos 45 do segundo tempo e, que deveria ser assinado pela coordenadora do curso.
Mas isso também não teria sido tão grave, pois foi recuperado 2 dias antes de ser enviado para a Itália. Mas já contando com o imprevisto, comecei outra maratona na PUC, a coordenadora do curso não tinha permissão para assiná-lo.
Ela me ajudou a verificar o que poderia ser feito e encontrou-se uma solução.
Na segunda-feira (um dia antes do prazo de envio estourar) foi levado o conteúdo para a PUC para ser assinado. Adivinhem!!! Não foi possível. A Luana (pessoa que me ajudou com a tradução, mil obrigadas) foi 3 vezes na PUC durante o período da manhã, em vão.
Às 16hs, voltei para a PUC para, novamente falar com a coordenadora, foi encontrado um meio.
O que me impressiona é como podem criar tantas dificuldades... qual é? Não confiam na palavra do aluno que eles mesmos acabaram de formar? O que é isso? A formação da PUC tem tantas falhas que não é possível acreditar na tradução feita por um aluno? Um aluno de Comércio Internacional, diga-se de passagem!
Sabe o que eu tive que ouvir? “Nós assinamos traduções juramentadas, pois nelas podemos confiar.”
Quer dizer o que? Que eu deveria desembolsar 2500 pila só pro bonitinho do CRA não precisar ler a tradução, porque a responsabilidade está na tradutora, que é juramentada?
Não bastou todo o dinheiro que deixei pra eles?
A PUC possui uma assessoria para assuntos internacionais (AAI), o que você pensa? “Bem, a PUC manda um monte de estudante pro exterior a cada semestre, assim como recebe estudantes estrangeiros. O que vou fazer? Vou até a AAI ver se já não existe algo relacionado ao conteúdo programático traduzido para o inglês, assim não precisarei ficar pentelhando ninguém pra assinar depois. Afinal, a faculdade que escolhi não deve ser a única a pedir isso.” E de fato, não é!
Só que na AAI, sou recebida por um ser superior a todos na face da terra (ao menos é o que a menina acha que é) que me dá a seguinte resposta: “Se você quer estudar no exterior, tem, no mínimo que saber falar o idioma do país onde você resolveu estudar.” Bom... primeiramente eu gostaria de ter dito pra ela que na Itália se fala italiano, mas achei que eu estaria perdendo meu precioso tempo.
Ainda tentei explicar que na verdade eu iria traduzir, mas que no final das contas, precisava de um “ok” da faculdade. Aquela pessoa de má vontade me falou “Se você for estudar fora pela PUC, teu orientador assina, caso contrário não, porque você não tem orientador”, ou seja, ou você paga pra PUC, ou te vira negão!
Na verdade, aquele dia eu tinha bastante tempo disponível, mas ao invés de tentar explicar melhor para aquele ser arrogante que eu só estava querendo uma informação que facilitaria minha vida (e como facilitaria) e, mais tarde, a da coordenadora do curso, fui até a ouvidoria reclamar da funcionária. Haja paciência.
E fui buscar outros meios.
Com a tradução dos documentos em italiano (Ca. de 80 pila cada página) fui ao consulado italiano para legalizar as assinaturas. Fora o dia que eu cheguei no consulado e, teoricamente, era para encontrá-lo aberto, mas não estava. Não tive maiores problemas no consulado. As informações me foram passadas meio pela metade, e tive que contar com a boa vontade da funcionária do consulado, que me ajudou muito.
O consulado da Itália em Porto Alegre atende aprox. 20 pessoas por dia, por isso, às 8hs da manhã tem gente na fila pra conseguir senha. Como para o setor de educação não há tanta procura, podia chegar sempre próximo às 9hs e seria uma das primeiras a ser atendida, mas participava da fila como todos.
O que eu não consigo entender é o seguinte: existem diversas direções pra se formar uma fila. Uma dessas opções faz com que, as pessoas que estão esperando, fiquem na sombra. Pergunta: por que não escolhem essa direção? Incrível!
Como não poderia ser diferente, fui, por diversas vezes durante o processo de juntar papelada, atingida pela Lei de Murphy (também conhecida como lei de Smurf ;o). A pior delas foi quando se perdeu todo o arquivo do conteúdo programático em inglês, nos 45 do segundo tempo e, que deveria ser assinado pela coordenadora do curso.
Mas isso também não teria sido tão grave, pois foi recuperado 2 dias antes de ser enviado para a Itália. Mas já contando com o imprevisto, comecei outra maratona na PUC, a coordenadora do curso não tinha permissão para assiná-lo.
Ela me ajudou a verificar o que poderia ser feito e encontrou-se uma solução.
Na segunda-feira (um dia antes do prazo de envio estourar) foi levado o conteúdo para a PUC para ser assinado. Adivinhem!!! Não foi possível. A Luana (pessoa que me ajudou com a tradução, mil obrigadas) foi 3 vezes na PUC durante o período da manhã, em vão.
Às 16hs, voltei para a PUC para, novamente falar com a coordenadora, foi encontrado um meio.
O que me impressiona é como podem criar tantas dificuldades... qual é? Não confiam na palavra do aluno que eles mesmos acabaram de formar? O que é isso? A formação da PUC tem tantas falhas que não é possível acreditar na tradução feita por um aluno? Um aluno de Comércio Internacional, diga-se de passagem!
Sabe o que eu tive que ouvir? “Nós assinamos traduções juramentadas, pois nelas podemos confiar.”
Quer dizer o que? Que eu deveria desembolsar 2500 pila só pro bonitinho do CRA não precisar ler a tradução, porque a responsabilidade está na tradutora, que é juramentada?
Não bastou todo o dinheiro que deixei pra eles?
Quem tem boca vai à Roma... ou a Milão?!? - parte 4
Pra completar... tive que encadernar o conteúdo programático em português, junto com a declaração e a página da tradução de 80 pila. Fui na PUC. Ai! (me pergunto agora “por quê?”)
Deixei para encadernar “a quente” e fazer uma cópia que também deveria ser encadernada. Certifiquei-me de que as páginas estavam em ordem e até perguntei para o funcionário se ele queria que eu colocasse um atilho pra não sair da ordem.
Resultado... chego pra retirar, foram encadernadas com espiral.
Quando eu vi aquelas folhas, resultado de peregrinação na PUC e em Porto Alegre, furadas... não sei nem descrever o que senti. No dia seguinte, às 9hs, elas deveriam chegar ao consulado. E agora?
Disseram que fariam a quente e nem daria pra notar os buraquinhos. Ok... deixei, mais uma vez, minhas folhas nas mão daquele bando de incompetentes.
Quando voltei, a encadernação estava feita, porém, as páginas começavam no 70 e terminavam no 50. E ainda tive que ouvir que tinha sido a ordem que eu entreguei.
Olhei ao meu redor e percebi que aquela meia dúzia de idiotas não estava trabalhando, que no meio das férias da universidade, eu era a única cliente, e mesmo assim eles conseguiram errar duas vezes.
O trabalho foi refeito, peguei minhas duas encadernações e saí pela porta sem pagar um pila.
No meio dessa confusão toda, ainda descobri que meu IR está errado, fui até Bento buscar uma página traduzida, gastei vários pilas em busão, vários em reconhecer firma, vários em traduções. Queriam me cobrar 700 pila pra traduzir pro italiano meu IR de 3 páginas, pode?
Dia 15/01/08 (aniversário de 18 aninhos da Luli) às 16:11hs, após pagar mais 158 pila, foram enviados os documentos para o destino. Ufa!
Foi o sentimento mais maravilhoso do mundo. Me deu sono!
Deixei para encadernar “a quente” e fazer uma cópia que também deveria ser encadernada. Certifiquei-me de que as páginas estavam em ordem e até perguntei para o funcionário se ele queria que eu colocasse um atilho pra não sair da ordem.
Resultado... chego pra retirar, foram encadernadas com espiral.
Quando eu vi aquelas folhas, resultado de peregrinação na PUC e em Porto Alegre, furadas... não sei nem descrever o que senti. No dia seguinte, às 9hs, elas deveriam chegar ao consulado. E agora?
Disseram que fariam a quente e nem daria pra notar os buraquinhos. Ok... deixei, mais uma vez, minhas folhas nas mão daquele bando de incompetentes.
Quando voltei, a encadernação estava feita, porém, as páginas começavam no 70 e terminavam no 50. E ainda tive que ouvir que tinha sido a ordem que eu entreguei.
Olhei ao meu redor e percebi que aquela meia dúzia de idiotas não estava trabalhando, que no meio das férias da universidade, eu era a única cliente, e mesmo assim eles conseguiram errar duas vezes.
O trabalho foi refeito, peguei minhas duas encadernações e saí pela porta sem pagar um pila.
No meio dessa confusão toda, ainda descobri que meu IR está errado, fui até Bento buscar uma página traduzida, gastei vários pilas em busão, vários em reconhecer firma, vários em traduções. Queriam me cobrar 700 pila pra traduzir pro italiano meu IR de 3 páginas, pode?
Dia 15/01/08 (aniversário de 18 aninhos da Luli) às 16:11hs, após pagar mais 158 pila, foram enviados os documentos para o destino. Ufa!
Foi o sentimento mais maravilhoso do mundo. Me deu sono!
Assinar:
Postagens (Atom)
