Passadas as fases “junta tudo” e “reconhece firma”, chegou a hora de traduzir. A universidade italiana pede que os documentos estejam em italiano juramentado e com a legalização do consulado, mas o conteúdo programático pode ser traduzido para inglês pelo próprio aluno, desde que impresso em papel da universidade ou assinado pelo coordenador do curso.
A PUC possui uma assessoria para assuntos internacionais (AAI), o que você pensa? “Bem, a PUC manda um monte de estudante pro exterior a cada semestre, assim como recebe estudantes estrangeiros. O que vou fazer? Vou até a AAI ver se já não existe algo relacionado ao conteúdo programático traduzido para o inglês, assim não precisarei ficar pentelhando ninguém pra assinar depois. Afinal, a faculdade que escolhi não deve ser a única a pedir isso.” E de fato, não é!
Só que na AAI, sou recebida por um ser superior a todos na face da terra (ao menos é o que a menina acha que é) que me dá a seguinte resposta: “Se você quer estudar no exterior, tem, no mínimo que saber falar o idioma do país onde você resolveu estudar.” Bom... primeiramente eu gostaria de ter dito pra ela que na Itália se fala italiano, mas achei que eu estaria perdendo meu precioso tempo.
Ainda tentei explicar que na verdade eu iria traduzir, mas que no final das contas, precisava de um “ok” da faculdade. Aquela pessoa de má vontade me falou “Se você for estudar fora pela PUC, teu orientador assina, caso contrário não, porque você não tem orientador”, ou seja, ou você paga pra PUC, ou te vira negão!
Na verdade, aquele dia eu tinha bastante tempo disponível, mas ao invés de tentar explicar melhor para aquele ser arrogante que eu só estava querendo uma informação que facilitaria minha vida (e como facilitaria) e, mais tarde, a da coordenadora do curso, fui até a ouvidoria reclamar da funcionária. Haja paciência.
E fui buscar outros meios.
Com a tradução dos documentos em italiano (Ca. de 80 pila cada página) fui ao consulado italiano para legalizar as assinaturas. Fora o dia que eu cheguei no consulado e, teoricamente, era para encontrá-lo aberto, mas não estava. Não tive maiores problemas no consulado. As informações me foram passadas meio pela metade, e tive que contar com a boa vontade da funcionária do consulado, que me ajudou muito.
O consulado da Itália em Porto Alegre atende aprox. 20 pessoas por dia, por isso, às 8hs da manhã tem gente na fila pra conseguir senha. Como para o setor de educação não há tanta procura, podia chegar sempre próximo às 9hs e seria uma das primeiras a ser atendida, mas participava da fila como todos.
O que eu não consigo entender é o seguinte: existem diversas direções pra se formar uma fila. Uma dessas opções faz com que, as pessoas que estão esperando, fiquem na sombra. Pergunta: por que não escolhem essa direção? Incrível!
Como não poderia ser diferente, fui, por diversas vezes durante o processo de juntar papelada, atingida pela Lei de Murphy (também conhecida como lei de Smurf ;o). A pior delas foi quando se perdeu todo o arquivo do conteúdo programático em inglês, nos 45 do segundo tempo e, que deveria ser assinado pela coordenadora do curso.
Mas isso também não teria sido tão grave, pois foi recuperado 2 dias antes de ser enviado para a Itália. Mas já contando com o imprevisto, comecei outra maratona na PUC, a coordenadora do curso não tinha permissão para assiná-lo.
Ela me ajudou a verificar o que poderia ser feito e encontrou-se uma solução.
Na segunda-feira (um dia antes do prazo de envio estourar) foi levado o conteúdo para a PUC para ser assinado. Adivinhem!!! Não foi possível. A Luana (pessoa que me ajudou com a tradução, mil obrigadas) foi 3 vezes na PUC durante o período da manhã, em vão.
Às 16hs, voltei para a PUC para, novamente falar com a coordenadora, foi encontrado um meio.
O que me impressiona é como podem criar tantas dificuldades... qual é? Não confiam na palavra do aluno que eles mesmos acabaram de formar? O que é isso? A formação da PUC tem tantas falhas que não é possível acreditar na tradução feita por um aluno? Um aluno de Comércio Internacional, diga-se de passagem!
Sabe o que eu tive que ouvir? “Nós assinamos traduções juramentadas, pois nelas podemos confiar.”
Quer dizer o que? Que eu deveria desembolsar 2500 pila só pro bonitinho do CRA não precisar ler a tradução, porque a responsabilidade está na tradutora, que é juramentada?
Não bastou todo o dinheiro que deixei pra eles?
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