London, babe!
Estou super cansada!
Passamos o dia inteiro batendo perna por aí. Começamos fazendo os caminhos até as escolas e resolvemos tentar comprar um chip pro meu celular e fomos andando, andando...
Mas acabou não dando certo, compramos um cel, meu número é 00xx44 7526459736, nunca vou decorar isso!!!
Liguem pra mim, tá? Quanto mais vocês ligarem pra mim, maior as chances de decorarem meu número, ok? Rs*
Bom, hoje foi um dia de descobertas culinárias/econômicas. Começando com o café-da-manhã, que está incluso no pacote da pensão, não gostei nem um pouquinho. Não foi um típico café-da-manhã inglês, e mesmo assim não me abriu o apetite matutino. Pão preto, ki-suco, chá, café, bolachinha (que parece pra facilitar a ida aos pés, rs*) e uma maçã.
Depois do café, fomos para nossa aventura ... antes de sair, a mãe da Mrs. Martin nos avisou que às 14hs a temperatura cai. Batata! 14hs senti um frio! Danado!
E falando em batata, isso é o que mais tem por aqui e, por acaso, foi nosso almoço, batata com batata. Jacket potato (aquela do shopping, recheada, sabe?) com batata chips. E nós entramos pra comer macarrão, mas tinha acabado, e como já era 15hs, resolvemos parar de procurar.
Entramos em vários restaurantes, a intenção era almoçar pagando menos de 3 pila, mais bebida. Deu certo: 3,49 pila, batata + batata + bebida + maçã (vejo que vou cansar de escrever maçã toda vez que falar sobre comida ;o)
E quem acha que Londres as coisas são caras, não procurou direito... hehehe
Encontramos um restaurante tailandês que o almoço custa 5,50 pila livre, e se comer fora do restaurante fica em 3,50 pila. Vocês já foram no Koh Pee Pee? Lá não fica por menos que 60 pila brasileiros por pessoa, né?
Mas falando sério... é história o que falam sobre o preço da água. Comprei uma Evian hoje por 50 centavos de pila, e depois fomos no super e compramos duas por 50 centavos de pila. Sim! 25 cada!
Tinham pedido pra Isis trazer chocolate (porque aqui é muito caro) e orégano (porque aqui não tem). Encontramos orégano e um pacote com 20 unidades de twix custa 1 pila.Sim! Só um!
Pelo jeito dá pra se virar por aqui.
Amanhã vamos almoçar chips and fries. O prato típico de Londres, num restaurante bem bonitinho. Só 6,50 pila por pessoa, já é caro! Mas uma vez, né? É... eu não como peixe! E batata de novo!
Nossa janta foi um iogurte de 200 ml (0,60 pila), porque com tanta batata, teremos que voltar pro Brasil nadando pra perder as calorias adquiridas com o consumo do tubérculo.
A Isis já conseguiu um job. Vai entrevistar brasileiros, só duas ou quatro horas por dia, mas já está na área dela, né? Jornalismo ;o)
Ah! Fugindo ainda mais do assunto de hoje... como as pessoas são feias! Nossa senhora! Até me senti meio Bündchen hoje! Mas o que adianta ser a uma Bündchen aqui, se só tem Tiririca?!?!
Ainda bem que toda regra tem uma exceção! E vou contar pra vocês! Quem assistiu os filmes 300 e P.S. Eu te amo, tem uma idéia de como são os irlandeses. Eles são assim mesmo! Lindos!
Falamos com um, por acaso, hoje na rua! Tenho até o telefone dele.
Sabe aqueles números 0300 que você liga quando está triste e alguém fica te animando? Ele trabalha em um desses, me deu o número caso me sinta triste! Ahahaha
Bom, vou dormir, porque já devo estar incomodando bastante a Isis, que está tentando dormir.
Amanhã começaremos nossas aventuras separadamente, ela vai pro new job no centro e eu vou pra Barnet (longe pra caramba) pra uma entrevista.
E dá-lhe batata!
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
London, babe!
Informo a todos que a cotação da moeda “pila” foi alterada, a partir de hoje, um pila equivale a uma libra esterlina e não mais a um real. Isso significa que o valor do pila oscila entre R$3,40 e R$4,10.
Bueno, quer dizer, So... chegamos em London, babe!
Mas o caminho até aqui foi árduo.
Agradeço de todo meu coração meus queridos amigos Henrique, Cássio, Lili, Santi, Flávia e Sérginho pelo Santo Expedito (apesar de que no momento estou precisando dos favores de um santo mais específico, um tal de Antônio, rs*) que está aqui do meu lado agora.
E também por terem ido até o aeroporto, junto com a Mah, o Beto e minha família linda. Nossa! Lotamos o aeroporto!
Vocês moram no meu coração!
Não deu pra abanar da janelinha, mas juro que tentamos!!!
Por incrível que pareça, o vôo de Porto Alegre a São Paulo saiu no horário, só que no aeroporto de Guarulhos presenciamos uma daquelas filas que têm aparecido com freqüência nos noticiários da Globo. Não soubemos o motivo, chegamos no portão de embarque às 22:46, nosso vôo estava previsto para 22:45. O embarque foi no horário, mas demorou um pouco para decolar.
Já no início do vôo foi apavorante, um cara com cara de louco sentou no nosso lado, mais especificamente, no MEU lado. O cara até babava!
Só faltou o pessoal transportar galinha no vôo, pra ficar parecendo com aquele trem que peguei em Atenas em 1999. Estava decadente o negócio.
Tinha um pentelho atrás de mim, que tirou o tênis... vixe Maria, foi difícil respirar direito, sem contar que ele ficava “clicando” na telinha que ficava nas costas do assento onde eu estava sentada, e ficava me sacudindo, tamanha a delicadeza!
O avião não tinha nem decolado e tinha uma guriazinha de uns 4 anos abrindo o berreiro.
Acho que mudei de idéia... o trem em Atenas era mais civilizado!
Quase não dormimos, devido à inclinação de 85 graus dos bancos do A 330 da TAM. As aeromoças estavam de mau humor. Os vídeos não funcionavam direito. O banheiro estava sempre ocupado. Tivemos turbulência à noite e durante o café da manhã... uma maravilha!
Mas tiramos de letra, no fim até troquei umas idéias com o cara fora da casinha que sentou babando no assento do lado do meu. Em alemão! A Isis ficou pasma, quando viu que o louquinho falava não sei quantos idiomas.
Chegamos em Londres com uma hora de atraso, nem isso, chegamos às 14:12, segundo a Mumu.
Mas acho que conseguimos sair do aeroporto umas 16hs.
Passei pela parte européia na imigração, não levou nem 15 minutos, mas fiquei esperando pela Isis, que depois de uma hora na fila, ainda mandaram ela tirar raio-X. Viu? Quem mandou ter essa cara de traficante. Rs*
Aí, livres da imigração, pegamos nossas bagagens, só as minhas pesavam aproximadamente 69,9kg, mais do que eu peso (ou até do que eu já pesei antes da dietaJ).
Fiquei super feliz, na saída do aeroporto, quando vi o Chachá e a Mumu que foram nos encontrar no aeroporto. Adorei!
Pegamos um trem, descemos do trem, subimos várias escadas, pegamos outro trem, descemos várias escadas, andamos, pegamos um ônibus e andamos mais ainda. Nos livramos dos aprox. 120kg de bagagem somente umas 18hs, quando chegamos no nosso endereço para as próximas 2 semanas.
Uma senhora afro-anglo-indiana nos recebeu, ela não me entendeu muito bem. Mas todos fomos simpáticos, então tudo correu bem.
Verdes de fome, a Isis e eu fomos jantar, adivinha onde? Mc! Só 4 pila. E no momento estamos economizando pilas. Mão fechada mesmo!
Algumas observações:
- estamos numa casa com mais dois estudantes, o Sandro da Suíça e um japonês que eu não entendi o nome.
- não vou revisar o texto, pois estou cansada d+.Sorry.
- começou a escurecer lá pelas 17hs.
- quando chegamos estava em 10 graus, a temperatura.
- está frio pra caramba agora, mas só lá fora ;o)
- a cidade é cinza, ao menos o que vimos até agora.
- estou usando a internet de alguém, esse alguém não sabe, rs*
-ok Marco, vou comer lovely butter!
Saudades grandes!
Bueno, quer dizer, So... chegamos em London, babe!
Mas o caminho até aqui foi árduo.
Agradeço de todo meu coração meus queridos amigos Henrique, Cássio, Lili, Santi, Flávia e Sérginho pelo Santo Expedito (apesar de que no momento estou precisando dos favores de um santo mais específico, um tal de Antônio, rs*) que está aqui do meu lado agora.
E também por terem ido até o aeroporto, junto com a Mah, o Beto e minha família linda. Nossa! Lotamos o aeroporto!
Vocês moram no meu coração!
Não deu pra abanar da janelinha, mas juro que tentamos!!!
Por incrível que pareça, o vôo de Porto Alegre a São Paulo saiu no horário, só que no aeroporto de Guarulhos presenciamos uma daquelas filas que têm aparecido com freqüência nos noticiários da Globo. Não soubemos o motivo, chegamos no portão de embarque às 22:46, nosso vôo estava previsto para 22:45. O embarque foi no horário, mas demorou um pouco para decolar.
Já no início do vôo foi apavorante, um cara com cara de louco sentou no nosso lado, mais especificamente, no MEU lado. O cara até babava!
Só faltou o pessoal transportar galinha no vôo, pra ficar parecendo com aquele trem que peguei em Atenas em 1999. Estava decadente o negócio.
Tinha um pentelho atrás de mim, que tirou o tênis... vixe Maria, foi difícil respirar direito, sem contar que ele ficava “clicando” na telinha que ficava nas costas do assento onde eu estava sentada, e ficava me sacudindo, tamanha a delicadeza!
O avião não tinha nem decolado e tinha uma guriazinha de uns 4 anos abrindo o berreiro.
Acho que mudei de idéia... o trem em Atenas era mais civilizado!
Quase não dormimos, devido à inclinação de 85 graus dos bancos do A 330 da TAM. As aeromoças estavam de mau humor. Os vídeos não funcionavam direito. O banheiro estava sempre ocupado. Tivemos turbulência à noite e durante o café da manhã... uma maravilha!
Mas tiramos de letra, no fim até troquei umas idéias com o cara fora da casinha que sentou babando no assento do lado do meu. Em alemão! A Isis ficou pasma, quando viu que o louquinho falava não sei quantos idiomas.
Chegamos em Londres com uma hora de atraso, nem isso, chegamos às 14:12, segundo a Mumu.
Mas acho que conseguimos sair do aeroporto umas 16hs.
Passei pela parte européia na imigração, não levou nem 15 minutos, mas fiquei esperando pela Isis, que depois de uma hora na fila, ainda mandaram ela tirar raio-X. Viu? Quem mandou ter essa cara de traficante. Rs*
Aí, livres da imigração, pegamos nossas bagagens, só as minhas pesavam aproximadamente 69,9kg, mais do que eu peso (ou até do que eu já pesei antes da dietaJ).
Fiquei super feliz, na saída do aeroporto, quando vi o Chachá e a Mumu que foram nos encontrar no aeroporto. Adorei!
Pegamos um trem, descemos do trem, subimos várias escadas, pegamos outro trem, descemos várias escadas, andamos, pegamos um ônibus e andamos mais ainda. Nos livramos dos aprox. 120kg de bagagem somente umas 18hs, quando chegamos no nosso endereço para as próximas 2 semanas.
Uma senhora afro-anglo-indiana nos recebeu, ela não me entendeu muito bem. Mas todos fomos simpáticos, então tudo correu bem.
Verdes de fome, a Isis e eu fomos jantar, adivinha onde? Mc! Só 4 pila. E no momento estamos economizando pilas. Mão fechada mesmo!
Algumas observações:
- estamos numa casa com mais dois estudantes, o Sandro da Suíça e um japonês que eu não entendi o nome.
- não vou revisar o texto, pois estou cansada d+.Sorry.
- começou a escurecer lá pelas 17hs.
- quando chegamos estava em 10 graus, a temperatura.
- está frio pra caramba agora, mas só lá fora ;o)
- a cidade é cinza, ao menos o que vimos até agora.
- estou usando a internet de alguém, esse alguém não sabe, rs*
-ok Marco, vou comer lovely butter!
Saudades grandes!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Disneylandia, ãhn?!?!
Por mais que eu não esteja trabalhando no momento, essa história de ir morar na Europa tem dado bastante trabalho!
Tem seu lado agente de turismo, onde além de você se desentender horrores com a TAM (eu falei que ia me arrepender), você descobre que existem milhares de pequenos detalhes para organizar.
Existe o lado negociador, que você utiliza bastante na hora de comprar a mala, a passagem, sei lá... tudo o que estiver faltando.
E, entre outros, o lado da consultoria. Que é a parte onde você fica dando dicas para as pessoas de como as coisas são, só que você também não sabe muito bem a respeito.
Até tem uma piada para ilustrar o caso:
“Um pastor cuidava das suas ovelhas, quando avistou no horizonte um possante Jeep vindo em sua direção. Ao chegar perto do pastor, o Jeep parou e dele desceu um homem que sem mais nem menos, perguntou:- Se eu lhe disser quantas ovelhas existem aqui você me daria uma?
O pastor humildemente acenou que sim. Rapidamente o homem sacou seu “lap-top” e num instante respondeu:- Trezentos e trinta e cinco. O pastor sem nada falar, lhe deixou escolher a ovelha e indagou:- Se eu adivinhar sua profissão posso ter a ovelha de volta?- Sim.- O senhor é “consultor”!
Estupefato, o homem pergunta como ele adivinhou.- O senhor chegou aqui sem ser chamado, se meteu no meu negócio, me disse o que eu já sabia, cobrou por isso! E outra, nota-se que você não entende nada do negócio. Por favor, devolva meu cachorro.”
A diferença é que você não cobra, e geralmente são as pessoas que perguntam, não você que sai falando.
Ultimamente tenho até me escondido quando tocam nesse assunto. Ajudar as pessoas interessadas em viajar, passar um tempo fora, trocar uma idéia com elas, é legal. Faço com a maior boa vontade.
O que tem se tornado meio, digamos, chato, são aquelas pessoas que não tem a intenção nem de sair de casa, e nem querem saber o que você tem a dizer, mas que te alugam por horas, principalmente pra contar a história do tio do cunhado do vizinho, que na verdade, nem elas conhecem bem.
E como, geralmente (eu diria 99% dos casos), você nem conhece a tiazinha que te pára do nada pra te alugar com a história, você fica com aquela cara de “aham, aham” e aquele pensamento “ai, meu deus, não termina mais”, balançando a cabeça e concordando com tudo.
E esses personagens aparecem do nada na sua vida, a última que me aconteceu, foi numa loja de roupas, acho que era a mãe da dona da loja, ela devia estar entediada lá, e viu em mim alguém para conversar:
“O cunhado do tio do meu vizinho também morou no exterior, lá na Disneylândia! Ele tinha um emprego numa fazenda lá.”
Dessa vez, enquanto minhas expressões faciais eram de “aham, aham” eu me perguntava “ãhn?”
-> Desinspirada hoje :(
Tem seu lado agente de turismo, onde além de você se desentender horrores com a TAM (eu falei que ia me arrepender), você descobre que existem milhares de pequenos detalhes para organizar.
Existe o lado negociador, que você utiliza bastante na hora de comprar a mala, a passagem, sei lá... tudo o que estiver faltando.
E, entre outros, o lado da consultoria. Que é a parte onde você fica dando dicas para as pessoas de como as coisas são, só que você também não sabe muito bem a respeito.
Até tem uma piada para ilustrar o caso:
“Um pastor cuidava das suas ovelhas, quando avistou no horizonte um possante Jeep vindo em sua direção. Ao chegar perto do pastor, o Jeep parou e dele desceu um homem que sem mais nem menos, perguntou:- Se eu lhe disser quantas ovelhas existem aqui você me daria uma?
O pastor humildemente acenou que sim. Rapidamente o homem sacou seu “lap-top” e num instante respondeu:- Trezentos e trinta e cinco. O pastor sem nada falar, lhe deixou escolher a ovelha e indagou:- Se eu adivinhar sua profissão posso ter a ovelha de volta?- Sim.- O senhor é “consultor”!
Estupefato, o homem pergunta como ele adivinhou.- O senhor chegou aqui sem ser chamado, se meteu no meu negócio, me disse o que eu já sabia, cobrou por isso! E outra, nota-se que você não entende nada do negócio. Por favor, devolva meu cachorro.”
A diferença é que você não cobra, e geralmente são as pessoas que perguntam, não você que sai falando.
Ultimamente tenho até me escondido quando tocam nesse assunto. Ajudar as pessoas interessadas em viajar, passar um tempo fora, trocar uma idéia com elas, é legal. Faço com a maior boa vontade.
O que tem se tornado meio, digamos, chato, são aquelas pessoas que não tem a intenção nem de sair de casa, e nem querem saber o que você tem a dizer, mas que te alugam por horas, principalmente pra contar a história do tio do cunhado do vizinho, que na verdade, nem elas conhecem bem.
E como, geralmente (eu diria 99% dos casos), você nem conhece a tiazinha que te pára do nada pra te alugar com a história, você fica com aquela cara de “aham, aham” e aquele pensamento “ai, meu deus, não termina mais”, balançando a cabeça e concordando com tudo.
E esses personagens aparecem do nada na sua vida, a última que me aconteceu, foi numa loja de roupas, acho que era a mãe da dona da loja, ela devia estar entediada lá, e viu em mim alguém para conversar:
“O cunhado do tio do meu vizinho também morou no exterior, lá na Disneylândia! Ele tinha um emprego numa fazenda lá.”
Dessa vez, enquanto minhas expressões faciais eram de “aham, aham” eu me perguntava “ãhn?”
-> Desinspirada hoje :(
sábado, 9 de fevereiro de 2008
"O que há em um nome? A rosa, não se chamando rosa, não teria ainda assim o mesmo perfume?" Romeu e Julieta (Shakespeare) Cena 2 Ato II
Esse tópico parece, a princípio, não ter nenhuma relação com o objetivo do blog, porém, se fizermos uma rápida ligação entre os fatos, veremos que é apenas uma impressão, e o tópico passa a fazer total sentido.
Quando falo de rápida ligação entre os fatos, me refiro àqueles casos em que no meio de uma conversa sobre o seu vizinho lindo, você fala: ‘falando em vizinho, você viu que terá uma palestra do Fernando Henrique na PUC semana que vem?’
Aí as outras pessoas que estavam participando da conversa se perguntam qual parte da história perderam. Que relação existe entre o Fernando Henrique e o vizinho? Será que estão falando das mesmas pessoas?
Mas você tem a chance de explicar a conexão: tendo em vista que o rapaz tem (além de um belo porte ;o) um sorriso lindo, você lembrou que foi ao dentista na semana anterior e que na sala de espera dois pacientes discutiam sobre a efetividade do plano real, que, foi um projeto do Ministro da Fazenda da época, Fernando Henrique.
Aaaahm! Explicado, né?
Pois então, hoje, falo dos nomes da minha família.
No final de semana passado tive dois dias de overdose familiar. Acompanhei meus pais em eventos familiares, foi uma espécie de ‘até logo’ pra todos.
Começamos no sábado, num almoço em Casca, que reunia a família Battistella.
Minha mãe me disse: ‘se vocês não acreditavam que minha avó se chamava Escolástica, olhem lá’ (apontando para um cartaz no meio do salão).
É, minha bisa se chamava Escolástica e, quando eu era pequena minha mãe ficava me dizendo que era pra ser meu nome também. Era uma espécie de ameaça, como se ainda pudesse acontecer.
Mas minha maior surpresa foi descobrir quem era a tia Mila. No início cheguei a pensar que essa tal de tia Mila devia ter sido alguém famoso na comunidade, pois todos me perguntavam se a tia Mila iria para o almoço também. Eu sei lá quem é essa tia Mila!!! E por que cargas d’água estavam perguntando pra mim?
Pois não é que a minha Nonna Petronila, há 26 anos conhecida como Nonna Petro, é a tal da tia Mila. Isso confundiu minha cabeça, precisei reorganizar pensamentos de cerca de 26 anos. E agora quando olho para minha avó levo algum tempo para decidir como vou chamá-la. Foi um trauma.
A parte feminina da família da minha mãe foi abençoada com esses nomes, digamos, diferenciados. O nome da minha mãe foi um erro de cartório, mas ela tem uma irmã chamada Imelda. Pra quem tem imaginação fértil, pode pensar de duas maneiras, primeiramente, algo doce, que vem do mel. Ou então: Ih deu melda! Rs*
Depende se a pessoa for mais otimista ou mais realista :o)
Minha mãe tem também uma tia que todos chamam de Carmela. Quando eu olho pra ela, fico imaginando ela cheia de açúcar queimado, caramelada, sabe? Mas, nessa reunião familiar, descobri que o verdadeiro nome dela é Carmelinda. Muito melhor, né?
E a tia Carmelinda deve ter tido uma família muito bonita, pois casou-se com o tio Armelindo.
Entre tantos nomes ‘incomuns’, encontram-se alguns até bastante modernos para a época (aprox. 1910), como Guilherme, que casou com a Fany. Sim! Tinha ‘y’ no nome dela (e essa, Carol, era tua parenta, Zílio).
Os nomes masculinos foram menos favorecidos na família do meu pai, apesar de ele ter uma irmã que pra mim é até hoje é a tia Inédita (Inédia).
Meu pai tem um tio chamado Sextilho, por um motivo um tanto óbvio, ele foi o sexto a nascer. Acho que o pessoal não tinha muita criatividade na época, porque se você reparar na lista dos filhos dos meus bisas Antônio e Escolástica, o oitavo é o Otávio, e o Domingos nasceu num domingo.
Bom, mas o tio Sextilho não é o único da família, pois meu avô também teve os irmãos Primo, Secondo e Otávio, meu avô foi o quinto a nascer, adivinhem o nome dele!
O fato é que estou falando do tio Sextilho porque o que mais me chama atenção nesse caso é o apelido dele, tio Menino. Imagine um senhor de 70 anos e o netinho dele o chamando de vovô Menino.
O tio Sextilho é algo curioso na família, primeiro porque eu não entendo como todo mundo conhece o tio Sextilho. Sim, ele mora em Guaporé, se nós formos para Casca, União da Serra, Serafina (foram os lugares em que estive nesse final de semana familiar) percebemos que todos sabem quem é o tio Menino, mas ninguém sabe dizer o porquê desse apelido.
Outro fato curioso, é que o tio Menino ainda anda de bicicleta. Ou ao menos andava há pouco tempo. De repente isso tenha alguma relação com o apelido dele.
Falando em apelidos familiares, esse final de semana utilizaram bastante meu apelido de infância. No início fiquei tentando descobrir quem era a tal da Dadi, com quem meu tio tanto falava. Confesso que não tenho sido uma visita muito freqüente na família.
Poderia ficar horas aqui falando das reuniões familiares do final de semana passado, mas, neste momento meu pai está fazendo churrasco para comemorarmos os 30 anos de casados deles, então encerro esse tópico com as palavras do padre na missa de domingo (missa de são Brás):
“Vou encerrar o sermão por aqui, porque se não o churrasco queima”.
Quando falo de rápida ligação entre os fatos, me refiro àqueles casos em que no meio de uma conversa sobre o seu vizinho lindo, você fala: ‘falando em vizinho, você viu que terá uma palestra do Fernando Henrique na PUC semana que vem?’
Aí as outras pessoas que estavam participando da conversa se perguntam qual parte da história perderam. Que relação existe entre o Fernando Henrique e o vizinho? Será que estão falando das mesmas pessoas?
Mas você tem a chance de explicar a conexão: tendo em vista que o rapaz tem (além de um belo porte ;o) um sorriso lindo, você lembrou que foi ao dentista na semana anterior e que na sala de espera dois pacientes discutiam sobre a efetividade do plano real, que, foi um projeto do Ministro da Fazenda da época, Fernando Henrique.
Aaaahm! Explicado, né?
Pois então, hoje, falo dos nomes da minha família.
No final de semana passado tive dois dias de overdose familiar. Acompanhei meus pais em eventos familiares, foi uma espécie de ‘até logo’ pra todos.
Começamos no sábado, num almoço em Casca, que reunia a família Battistella.
Minha mãe me disse: ‘se vocês não acreditavam que minha avó se chamava Escolástica, olhem lá’ (apontando para um cartaz no meio do salão).
É, minha bisa se chamava Escolástica e, quando eu era pequena minha mãe ficava me dizendo que era pra ser meu nome também. Era uma espécie de ameaça, como se ainda pudesse acontecer.
Mas minha maior surpresa foi descobrir quem era a tia Mila. No início cheguei a pensar que essa tal de tia Mila devia ter sido alguém famoso na comunidade, pois todos me perguntavam se a tia Mila iria para o almoço também. Eu sei lá quem é essa tia Mila!!! E por que cargas d’água estavam perguntando pra mim?
Pois não é que a minha Nonna Petronila, há 26 anos conhecida como Nonna Petro, é a tal da tia Mila. Isso confundiu minha cabeça, precisei reorganizar pensamentos de cerca de 26 anos. E agora quando olho para minha avó levo algum tempo para decidir como vou chamá-la. Foi um trauma.
A parte feminina da família da minha mãe foi abençoada com esses nomes, digamos, diferenciados. O nome da minha mãe foi um erro de cartório, mas ela tem uma irmã chamada Imelda. Pra quem tem imaginação fértil, pode pensar de duas maneiras, primeiramente, algo doce, que vem do mel. Ou então: Ih deu melda! Rs*
Depende se a pessoa for mais otimista ou mais realista :o)
Minha mãe tem também uma tia que todos chamam de Carmela. Quando eu olho pra ela, fico imaginando ela cheia de açúcar queimado, caramelada, sabe? Mas, nessa reunião familiar, descobri que o verdadeiro nome dela é Carmelinda. Muito melhor, né?
E a tia Carmelinda deve ter tido uma família muito bonita, pois casou-se com o tio Armelindo.
Entre tantos nomes ‘incomuns’, encontram-se alguns até bastante modernos para a época (aprox. 1910), como Guilherme, que casou com a Fany. Sim! Tinha ‘y’ no nome dela (e essa, Carol, era tua parenta, Zílio).
Os nomes masculinos foram menos favorecidos na família do meu pai, apesar de ele ter uma irmã que pra mim é até hoje é a tia Inédita (Inédia).
Meu pai tem um tio chamado Sextilho, por um motivo um tanto óbvio, ele foi o sexto a nascer. Acho que o pessoal não tinha muita criatividade na época, porque se você reparar na lista dos filhos dos meus bisas Antônio e Escolástica, o oitavo é o Otávio, e o Domingos nasceu num domingo.
Bom, mas o tio Sextilho não é o único da família, pois meu avô também teve os irmãos Primo, Secondo e Otávio, meu avô foi o quinto a nascer, adivinhem o nome dele!
O fato é que estou falando do tio Sextilho porque o que mais me chama atenção nesse caso é o apelido dele, tio Menino. Imagine um senhor de 70 anos e o netinho dele o chamando de vovô Menino.
O tio Sextilho é algo curioso na família, primeiro porque eu não entendo como todo mundo conhece o tio Sextilho. Sim, ele mora em Guaporé, se nós formos para Casca, União da Serra, Serafina (foram os lugares em que estive nesse final de semana familiar) percebemos que todos sabem quem é o tio Menino, mas ninguém sabe dizer o porquê desse apelido.
Outro fato curioso, é que o tio Menino ainda anda de bicicleta. Ou ao menos andava há pouco tempo. De repente isso tenha alguma relação com o apelido dele.
Falando em apelidos familiares, esse final de semana utilizaram bastante meu apelido de infância. No início fiquei tentando descobrir quem era a tal da Dadi, com quem meu tio tanto falava. Confesso que não tenho sido uma visita muito freqüente na família.
Poderia ficar horas aqui falando das reuniões familiares do final de semana passado, mas, neste momento meu pai está fazendo churrasco para comemorarmos os 30 anos de casados deles, então encerro esse tópico com as palavras do padre na missa de domingo (missa de são Brás):
“Vou encerrar o sermão por aqui, porque se não o churrasco queima”.
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