sábado, 9 de fevereiro de 2008

"O que há em um nome? A rosa, não se chamando rosa, não teria ainda assim o mesmo perfume?" Romeu e Julieta (Shakespeare) Cena 2 Ato II

Esse tópico parece, a princípio, não ter nenhuma relação com o objetivo do blog, porém, se fizermos uma rápida ligação entre os fatos, veremos que é apenas uma impressão, e o tópico passa a fazer total sentido.

Quando falo de rápida ligação entre os fatos, me refiro àqueles casos em que no meio de uma conversa sobre o seu vizinho lindo, você fala: ‘falando em vizinho, você viu que terá uma palestra do Fernando Henrique na PUC semana que vem?’

Aí as outras pessoas que estavam participando da conversa se perguntam qual parte da história perderam. Que relação existe entre o Fernando Henrique e o vizinho? Será que estão falando das mesmas pessoas?

Mas você tem a chance de explicar a conexão: tendo em vista que o rapaz tem (além de um belo porte ;o) um sorriso lindo, você lembrou que foi ao dentista na semana anterior e que na sala de espera dois pacientes discutiam sobre a efetividade do plano real, que, foi um projeto do Ministro da Fazenda da época, Fernando Henrique.
Aaaahm! Explicado, né?

Pois então, hoje, falo dos nomes da minha família.
No final de semana passado tive dois dias de overdose familiar. Acompanhei meus pais em eventos familiares, foi uma espécie de ‘até logo’ pra todos.
Começamos no sábado, num almoço em Casca, que reunia a família Battistella.

Minha mãe me disse: ‘se vocês não acreditavam que minha avó se chamava Escolástica, olhem lá’ (apontando para um cartaz no meio do salão).
É, minha bisa se chamava Escolástica e, quando eu era pequena minha mãe ficava me dizendo que era pra ser meu nome também. Era uma espécie de ameaça, como se ainda pudesse acontecer.

Mas minha maior surpresa foi descobrir quem era a tia Mila. No início cheguei a pensar que essa tal de tia Mila devia ter sido alguém famoso na comunidade, pois todos me perguntavam se a tia Mila iria para o almoço também. Eu sei lá quem é essa tia Mila!!! E por que cargas d’água estavam perguntando pra mim?

Pois não é que a minha Nonna Petronila, há 26 anos conhecida como Nonna Petro, é a tal da tia Mila. Isso confundiu minha cabeça, precisei reorganizar pensamentos de cerca de 26 anos. E agora quando olho para minha avó levo algum tempo para decidir como vou chamá-la. Foi um trauma.

A parte feminina da família da minha mãe foi abençoada com esses nomes, digamos, diferenciados. O nome da minha mãe foi um erro de cartório, mas ela tem uma irmã chamada Imelda. Pra quem tem imaginação fértil, pode pensar de duas maneiras, primeiramente, algo doce, que vem do mel. Ou então: Ih deu melda! Rs*
Depende se a pessoa for mais otimista ou mais realista :o)

Minha mãe tem também uma tia que todos chamam de Carmela. Quando eu olho pra ela, fico imaginando ela cheia de açúcar queimado, caramelada, sabe? Mas, nessa reunião familiar, descobri que o verdadeiro nome dela é Carmelinda. Muito melhor, né?
E a tia Carmelinda deve ter tido uma família muito bonita, pois casou-se com o tio Armelindo.

Entre tantos nomes ‘incomuns’, encontram-se alguns até bastante modernos para a época (aprox. 1910), como Guilherme, que casou com a Fany. Sim! Tinha ‘y’ no nome dela (e essa, Carol, era tua parenta, Zílio).

Os nomes masculinos foram menos favorecidos na família do meu pai, apesar de ele ter uma irmã que pra mim é até hoje é a tia Inédita (Inédia).

Meu pai tem um tio chamado Sextilho, por um motivo um tanto óbvio, ele foi o sexto a nascer. Acho que o pessoal não tinha muita criatividade na época, porque se você reparar na lista dos filhos dos meus bisas Antônio e Escolástica, o oitavo é o Otávio, e o Domingos nasceu num domingo.

Bom, mas o tio Sextilho não é o único da família, pois meu avô também teve os irmãos Primo, Secondo e Otávio, meu avô foi o quinto a nascer, adivinhem o nome dele!

O fato é que estou falando do tio Sextilho porque o que mais me chama atenção nesse caso é o apelido dele, tio Menino. Imagine um senhor de 70 anos e o netinho dele o chamando de vovô Menino.

O tio Sextilho é algo curioso na família, primeiro porque eu não entendo como todo mundo conhece o tio Sextilho. Sim, ele mora em Guaporé, se nós formos para Casca, União da Serra, Serafina (foram os lugares em que estive nesse final de semana familiar) percebemos que todos sabem quem é o tio Menino, mas ninguém sabe dizer o porquê desse apelido.

Outro fato curioso, é que o tio Menino ainda anda de bicicleta. Ou ao menos andava há pouco tempo. De repente isso tenha alguma relação com o apelido dele.

Falando em apelidos familiares, esse final de semana utilizaram bastante meu apelido de infância. No início fiquei tentando descobrir quem era a tal da Dadi, com quem meu tio tanto falava. Confesso que não tenho sido uma visita muito freqüente na família.

Poderia ficar horas aqui falando das reuniões familiares do final de semana passado, mas, neste momento meu pai está fazendo churrasco para comemorarmos os 30 anos de casados deles, então encerro esse tópico com as palavras do padre na missa de domingo (missa de são Brás):
“Vou encerrar o sermão por aqui, porque se não o churrasco queima”.

Um comentário:

leandro disse...

Tem lugar pra mim ai?