A música diz "é fácil dizer adeus, basta olhar pra mim e beijar um cachorro".
Se fosse mesmo tão fácil não estaríamos tão presos a nossas casas, não teríamos nossos pés tão fortemente cravados no chão, nos permitiríamos voar mais.
E eu falo de todos os tipos de adeus, porque alguns podem ser para sempre.
A última vez que estive em Bremen, na Alemanha, discuti com meu amigo Luciano, por besteira. Voltei para o Brasil logo depois disso, em setembro e ele voltaria em outubro, pensei que nos entenderíamos no Brasil.
Porém, ao invés dele, recebi o telefonema da minha amiga Raquel, me contando que ele havia sido atropelado por um trem. Vinte e poucos anos, como podería imaginar?
Estou em John's Island, na Flórida, na casa de uma senhora que está com câncer.
A conheço há pouquíssimo tempo (12 dias para ser mais precisa) e já a admiro, já posso falar "quero ser assim quando crescer". Educadíssima, finíssima, mãe de três filhos, avó, mantém tudo impecável e age como se nada estivesse acontecendo. Forte.
Fui às compras com ela na semana passada e ela mal conseguia dirigir na volta pra casa, mas não comentou nada. Chegou e foi para o quarto descansar.
O genro dela precisou voltar para Londres e ela falou "então é a última vez que nos vemos", querendo dizer que só voltariam a se ver na Europa.
A reação dele "o que você quer dizer com isso?"
Imagina você participando da cena. Aí você vê como damos muita importância a coisas sem importância.
Hoje de manhã ela precisou viajar para NY para um tratamento mais forte, porque a quimioterapia não está funcionando.
Todos foram até o carro, abraçá-la, dizer até logo, porque adeus é difícil.
Um comentário:
Ai Dai
que texto profundo hein menina!!
Voce conhecia a Melissa???
Filha do Paulinho que tocava sax comigo...
estava com cancer tambem
faleceu ontem de manha..
espero que esteje tudo bem ai!!
bjaaoo
Postar um comentário