Eu, aqui em Londres, Europa, muitas coisas para serem exploradas, sábado a tarde, dia lindo e entediada dentro de casa.
Esperando pelos que me deixam na mão.
É tanta gente nesse lugar, mas todo mundo tão distante.
Estou com uma vontade imensa de voltar pra casa, porque vocês não estão aqui comigo?
Lili, Cássio, Henrique, não posso ligar pra vocês virem me buscar?
Love u
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Baby brother
Criança tem cada coisa.
O Sebastian (4 anos) hoje resolveu que quer um irmãozinho:
-Mum, I wanna a baby brother!
-Mum, mas como você consegue um baby brother?
A mãe suspira fundo e responde:
- O papai dá uma sementinha pra mamãe e essa sementinha cresce dentro da barriga da mamãe.
Ao invés da próxima pergunta ameaçadora, vem o comentário:
- Eu acho que quero ver o papai te entregando essa sementinha!
O Sebastian (4 anos) hoje resolveu que quer um irmãozinho:
-Mum, I wanna a baby brother!
-Mum, mas como você consegue um baby brother?
A mãe suspira fundo e responde:
- O papai dá uma sementinha pra mamãe e essa sementinha cresce dentro da barriga da mamãe.
Ao invés da próxima pergunta ameaçadora, vem o comentário:
- Eu acho que quero ver o papai te entregando essa sementinha!
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Pantufas
Você, querido leitor (rs), já se perguntou por quê "Pantufas"?
Pantufas surgiu graças a meu querido amigo Carlos na época da Bayer em São Paulo, que achava meu sobrenome engraçado e semelhante à palavra.
Algumas semanas depois da minha transferência para São Leopoldo a telefonista ligou no meu ramal:
"Daiane, chegou uma caixa aqui, cheia de revistas, endereçada para Pantufas, por acaso seria você?"
Mas se pensarmos simbologicamente, não tem muito a ver comigo. Existe palavra mais caseira do que Pantufas?
Você vai para a praia passar o verão e leva suas sandálias, suas havaiannas, um tênis pra quem sabe se der vontade de fazer algum exercício, mas não leva suas pantufas. Tudo bem, no calor não precisa.
Vai para Gramado no inverno, leva uma bota, um sapato, um tênis, as havaiannas (mesmo estando frio), mas não leva suas pantufas.
Vai pra casa da avó passar o final de semana, nem vê muito bem o que leva, atira tudo dentro da mala, mas com certeza não atira suas pantufas.
Resumindo, pantufas não saem de casa.
Agora, com essa onda de modernidade, de vez em quando é possível ver alguém no quintal de casa buscando o jornal, de pantufas.
Mas imagina só! Sair de casa de pantufas... Havaiannas, pode! Pantufas, não!
A primeira vez que saí de casa não levei minhas pantufas comigo.
Eu tinha umas pantufas bem legais, gigantes, tipo dálmata, mas elas ficaram em Lajeado, enquanto meus pés passavam frio em havaiannas na Alemanha e na Áustria.
Da segunda vez elas também ficaram para trás, fui para São Paulo levando minhas havaiannas e minha irmã adotou minhas pantufas.
Quando mudei para Porto Alegre, tive que comprar pantufas novas!
Dessa vez resolvi mudar esse mito de que pantufas têm que ficar em casa e trouxe as minhas comigo para Londres.
Pantufas também precisam conhecer o mundo!
Pantufas surgiu graças a meu querido amigo Carlos na época da Bayer em São Paulo, que achava meu sobrenome engraçado e semelhante à palavra.
Algumas semanas depois da minha transferência para São Leopoldo a telefonista ligou no meu ramal:
"Daiane, chegou uma caixa aqui, cheia de revistas, endereçada para Pantufas, por acaso seria você?"
Mas se pensarmos simbologicamente, não tem muito a ver comigo. Existe palavra mais caseira do que Pantufas?
Você vai para a praia passar o verão e leva suas sandálias, suas havaiannas, um tênis pra quem sabe se der vontade de fazer algum exercício, mas não leva suas pantufas. Tudo bem, no calor não precisa.
Vai para Gramado no inverno, leva uma bota, um sapato, um tênis, as havaiannas (mesmo estando frio), mas não leva suas pantufas.
Vai pra casa da avó passar o final de semana, nem vê muito bem o que leva, atira tudo dentro da mala, mas com certeza não atira suas pantufas.
Resumindo, pantufas não saem de casa.
Agora, com essa onda de modernidade, de vez em quando é possível ver alguém no quintal de casa buscando o jornal, de pantufas.
Mas imagina só! Sair de casa de pantufas... Havaiannas, pode! Pantufas, não!
A primeira vez que saí de casa não levei minhas pantufas comigo.
Eu tinha umas pantufas bem legais, gigantes, tipo dálmata, mas elas ficaram em Lajeado, enquanto meus pés passavam frio em havaiannas na Alemanha e na Áustria.
Da segunda vez elas também ficaram para trás, fui para São Paulo levando minhas havaiannas e minha irmã adotou minhas pantufas.
Quando mudei para Porto Alegre, tive que comprar pantufas novas!
Dessa vez resolvi mudar esse mito de que pantufas têm que ficar em casa e trouxe as minhas comigo para Londres.
Pantufas também precisam conhecer o mundo!
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Será que estou falando grego?
Normalmente usamos essa expressão quando alguém não está nos entendendo direito e temos que repetir a mesma história diversas vezes.
Já na Alemanha eles perguntam “Sprichst du Chinesisch?”, ou seja, “Você fala chinês?”, mas na atual situação econômica do mundo moderno, alguém que faça essa pergunta pode receber a seguinte resposta: “Não, falo mandarim”.
Pois é, o inglês tem sido um idioma muito difícil de aprender, eu falo isso e ninguém entende, e tenho que ouvir o comentário: “Mas você fala bem”.
Então vou mudar minha frase. O inglês tem sido um idioma muito difícil de aprender DIREITO.
E ontem, enquanto escutava sobre a ética no ambiente de trabalho na BBC Radio 4, com a intenção de melhorar meu listening, cheguei à conclusão de que é difícil de organizar as idéias em inglês porque a vida toda você aprende essa linguagem praticamente universal de uma maneira globalmente confusa.
As músicas em inglês invadem nossos ouvidos diariamente, cheias de gírias e contrações e rimas sem sentido, os filmes com legendas que dizem coisas diferentes do que os personagens estão tentando falar, a professora da quinta série que só sabe o verbo to be, mas que faz de conta que nasceu falando inglês, as diversas variações entre norte americanos, ingleses, australianos, sul africanos e outros mais.
E assim vamos colocando pra dentro de nossas cabeças um idioma, que a princípio é fácil e simples, mas que com o tempo se mostra um verdadeiro emaranhado de phrasal verbs com idioms e prepositions.
Até fiquei me perguntando, será que os não-nativos-da-língua-inglesa que dizem que sabem, realmente sabem?
Agora entendo porque algumas das pessoas que conheci que já moraram na Inglaterra, geralmente por menos de seis meses, nunca davam uma resposta concreta para minhas dúvidas em inglês.
Então, esse é o verdadeiro sentido da minha frase quando tento dizer que o inglês é um idioma difícil de aprender.
E devido ao fato de todos falarem que eu já falo inglês, que na realidade não concordo, decidi continuar com minhas aulas de grego, porque de repente, eu realmente fale grego, só não me dei conta ainda.
Já na Alemanha eles perguntam “Sprichst du Chinesisch?”, ou seja, “Você fala chinês?”, mas na atual situação econômica do mundo moderno, alguém que faça essa pergunta pode receber a seguinte resposta: “Não, falo mandarim”.
Pois é, o inglês tem sido um idioma muito difícil de aprender, eu falo isso e ninguém entende, e tenho que ouvir o comentário: “Mas você fala bem”.
Então vou mudar minha frase. O inglês tem sido um idioma muito difícil de aprender DIREITO.
E ontem, enquanto escutava sobre a ética no ambiente de trabalho na BBC Radio 4, com a intenção de melhorar meu listening, cheguei à conclusão de que é difícil de organizar as idéias em inglês porque a vida toda você aprende essa linguagem praticamente universal de uma maneira globalmente confusa.
As músicas em inglês invadem nossos ouvidos diariamente, cheias de gírias e contrações e rimas sem sentido, os filmes com legendas que dizem coisas diferentes do que os personagens estão tentando falar, a professora da quinta série que só sabe o verbo to be, mas que faz de conta que nasceu falando inglês, as diversas variações entre norte americanos, ingleses, australianos, sul africanos e outros mais.
E assim vamos colocando pra dentro de nossas cabeças um idioma, que a princípio é fácil e simples, mas que com o tempo se mostra um verdadeiro emaranhado de phrasal verbs com idioms e prepositions.
Até fiquei me perguntando, será que os não-nativos-da-língua-inglesa que dizem que sabem, realmente sabem?
Agora entendo porque algumas das pessoas que conheci que já moraram na Inglaterra, geralmente por menos de seis meses, nunca davam uma resposta concreta para minhas dúvidas em inglês.
Então, esse é o verdadeiro sentido da minha frase quando tento dizer que o inglês é um idioma difícil de aprender.
E devido ao fato de todos falarem que eu já falo inglês, que na realidade não concordo, decidi continuar com minhas aulas de grego, porque de repente, eu realmente fale grego, só não me dei conta ainda.
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Oizinho!
O que seria de mim sem meus leitores favoritos?
;o)
Bom, sem nada emocionante (que possa ser publicado, rs* - sabe como é, o proibido a gente esconde).
Queria daquelas estórias emocionantes pra contar, como quando fui pra Grécia sozinha e me perdi no meio do mato, mas aqui eu entendo o idioma e não tem tanto mato assim, mais parques.
Já estou entrando na rotina, trabalho, curso de inglês, aulas de yoga, body balance, ééééé estou me esforçando!
E as aventuras geralmente estão no não rotineiro, nas descobertas. Mas elas virão, só deu uma acalmada agora e, por um lado, estou contente com isso, já voltei a comer direito, e não café, café, café!
Ontem fomos no cinema assistir "What happens in Vegas", vale a pena! Super indicação pra quem quer dar risada!
Pra quem ainda não conhece a história da Grécia, conto num próximo post.
Tenho sentido muita saudade de todos nos últimos dias!
Bjos grandes!
;o)
Bom, sem nada emocionante (que possa ser publicado, rs* - sabe como é, o proibido a gente esconde).
Queria daquelas estórias emocionantes pra contar, como quando fui pra Grécia sozinha e me perdi no meio do mato, mas aqui eu entendo o idioma e não tem tanto mato assim, mais parques.
Já estou entrando na rotina, trabalho, curso de inglês, aulas de yoga, body balance, ééééé estou me esforçando!
E as aventuras geralmente estão no não rotineiro, nas descobertas. Mas elas virão, só deu uma acalmada agora e, por um lado, estou contente com isso, já voltei a comer direito, e não café, café, café!
Ontem fomos no cinema assistir "What happens in Vegas", vale a pena! Super indicação pra quem quer dar risada!
Pra quem ainda não conhece a história da Grécia, conto num próximo post.
Tenho sentido muita saudade de todos nos últimos dias!
Bjos grandes!
domingo, 11 de maio de 2008
Dois pontos, nova linha, travessão!
Os eventos desse final de semana me levaram a uma conclusão: eu coloco muito mais emoção nos eventos, do que realmente existe.
Isso me deixa desapontada, e mais ainda nesse final de semana!
Você passa oito anos da sua vida pensando que a vida pode ter um sabor diferente, que as coisas não acontecem só em novela ou filme água-com-açúcar e em duas horas, a vida te passa a perna.
Foram necessárias apenas duas horas andando por Londres, a ritmo acelerado, num sol do caramba, salto e maquiagem pra me dar conta disso.
Os anos passam para todos, menos para os sonhos. No meu caso, passaram para o sonho também.
Pra cair da nuvem só é necessário conhecer alguém com os pés bem presos no chão.
Resultado, fui jantar com minha amiga Sarah, ela atrasou, fiquei mais de meia hora esperando, e para preencher o tempo entre uma azeitona e a conversa do maitre albanês que falava comigo em italiano e português misturado, fui completando o nível alcoólico do meu dia.
Depois de um jantar maravilhoso, num restaurante italiano super simples em Embankment, fomos para o Wine Cellar tomar mais uma garrafa de coragem.
Quando nos demos conta, estávamos do outro lado da cidade tomando água e esperando a tontura passar.
Esse dia me dei conta que, realmente, contos de fadas não existem.
Mas ao menos, quando caí na realidade, fui amparada por um deus grego!
E a vida:
- Continua!
Isso me deixa desapontada, e mais ainda nesse final de semana!
Você passa oito anos da sua vida pensando que a vida pode ter um sabor diferente, que as coisas não acontecem só em novela ou filme água-com-açúcar e em duas horas, a vida te passa a perna.
Foram necessárias apenas duas horas andando por Londres, a ritmo acelerado, num sol do caramba, salto e maquiagem pra me dar conta disso.
Os anos passam para todos, menos para os sonhos. No meu caso, passaram para o sonho também.
Pra cair da nuvem só é necessário conhecer alguém com os pés bem presos no chão.
Resultado, fui jantar com minha amiga Sarah, ela atrasou, fiquei mais de meia hora esperando, e para preencher o tempo entre uma azeitona e a conversa do maitre albanês que falava comigo em italiano e português misturado, fui completando o nível alcoólico do meu dia.
Depois de um jantar maravilhoso, num restaurante italiano super simples em Embankment, fomos para o Wine Cellar tomar mais uma garrafa de coragem.
Quando nos demos conta, estávamos do outro lado da cidade tomando água e esperando a tontura passar.
Esse dia me dei conta que, realmente, contos de fadas não existem.
Mas ao menos, quando caí na realidade, fui amparada por um deus grego!
E a vida:
- Continua!
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