quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Tá falando grego? - Não, turco!

30 de setembro, feriado nacional na Turquia, fomos para Berzigan.
Saindo de casa ficamos na dúvida de que encontrariamos algo funcionando em Berzigan, por causa do feriado.
A bandeira turca estava presente em quase todas as casas da cidade de Kalkan e das outras pelas quais íamos passando, ao lado da bandeira, o retrato de Atatürk.
Quando escutei o nome desse tal pela primeira vez pensei "mas que coincidência, o nome do fundador da República da Turquia até combina com o país".
Porém, não é bem asssim, Atatürk, ou Mustafa Kemal Pasha, além tornar a Turquia uma república e de ser o primeiro presidente, fez diversas reformas no país, uma delas incluía a obrigação de se adotar um sobrenome, e escolheu o dele Atatürk ou, pai dos turcos.
Modesto o moço, não?
Parte da reforma incluia a modernização do idioma, ele aboliu o alfabeto árabe e adaptou um alfabeto latino, todos os cidadão de 6 a 40 anos foram obrigados a ir para as escolas aprender o novo alfabeto, retirou palavras persas e árabe do vocabulário (as árabes ainda são utilizadas na religião, pq o Al Corão está em árabe) e colocou um monte de acento gráfico em volta das letras para dizer que elas têm som diferente, ou seja, diferenciou o exame da xícara.
Entre c, ç, g, g (com trema), e outros mais o idioma turco separa bem as pronúncias das letras, portanto, quando falei do chá turco, deveria ter escrito çay, ou seja (tchai).
Mas mesmo sendo bem lógico, ô dioma complicado, viu!
Numa só palavra você consegue cumprimenta e pergunta como está, seria mais ou menos "oitudobemcomvocê" e se você diz que gosta a palavra é mais curta e se diz que não gosta, aumenta a palavra.
Claro, não dá pra entender nada do que estou falando, mas essa é a intenção, ficar claro que nada está claro pra mim.
Pra ter uma idéia, ainda não sei dizer obrigada, aí fui obrigada a aprender a palavra resumida Sagol (com g tremado, o g tremado não se pronuncia), porque Tesekkür ederim não quis ficar na minha memória.
Bom, mas então, estávamos indo para Berzigan (inclusive o caminho para Berzigan e o idioma turco podem ser observados no vídeo postado anteriormente), pensando que o feriado atrapalharia, porém, não foi bem o feriado que dificultou as coisas.
Pelo fato de estarmos em 7 foi alugado um micro-ônibus (praticamente) e as estradas do interior da Turquia, definitivamente, não estão em condições de ter um carro maior do que um KA transitando por elas, então imagina!
No caminho até Berzigan algumas cabras resolveram atravessar a rua (lembra da piada da galinha?), depois disso, passamos por uma colônia de abelhas.
Sei que o coletivo de abelhas é colméia, mas e o coletivo de colméias?
Uma das habitantes da colônia conseguiu atingir minha barriga (a área aumentou nos últimos meses) e fiquei com uma bolha vermelha na região por dias, pra ter uma idéia, até hoje tem o buraco da ferroada.
Depois das abelhas.. um boi. Sim, um boi atravancando nosso caminho.
Quintana dizia: todos aqueles que estão atravancando meu caminho, eles passarão, eu passarinho.
No nosso caso era: todos aqueles que estão atravancando nosso caminho, ele boi, eu tô com medinho.
Sabe o que é, você dentro de um carro, andando no meio do nada, e ... de repente... um boi!
Surge do nada, para na frente do carro, olha pra dentro, como estivesse se perguntando "o que estão fazendo aqui" (boa pergunta) dá meia volta e vai embora.
Mas nem o boi nos impediu de chegar no restaurante (esse da foto do lado, ui).
Chegando lá eu só pensava que teria sido melhor que algo tivesse nos impedido.
Nem o feriado, nem a estrada, nem as cabras, nem as abelhas e nem o boi foram capazes de nos impedir de almoçar nesse restaurante cheio de estrelas.
Mas o vizinho foi! O vizinho que morreu naquele dia e por causa disso estava tendo uma festa na cidade, para comemorar a morte do vizinho e toda a cidade estava indo.
Paramos numa casa de chá, para fazer uma pausa, a casa lotada de homens, e as mulheres trabalhando, mas não foi nisso que fiquei pensando (aliás isso é assunto pro Blog do Cássio, polêmica) o que atraiu meus pensamentos foi a ilha de Chipre, coitados... além de turco, falam grego!


2 comentários:

Cássio disse...

Boa idéia pro meu blog mesmo.. vou tratar do assunto!

:)

Barbaridadeee!!!..

De tudo, fiquei mais preocupado com a área que aumentou.. não tem mais ninguém habitando aí além do ferrão da abelha, né?.. hehehe..

beijão!

Liliane disse...

Amiga, que invejaaa!!
Que lindos passeios e histórias!