sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Strait from the hearth" ou "Hum Dil De Chuke Sanam"

http://www.youtube.com/watch?v=97el-GOiMFI

A música do limão e a roupa que eu quero igual ;o)

Bollywood precisa de Almodóvar... ãhm?

Um mês se passou e continuo sem inspiração para escrever aqui.
Histórias, mil, inspiração, zero!
Agora, aqui no meu quarto, comendo umas pipocas (ou palomitas de maíz de acordo com o idioma oficial aqui de casa) me lembrei do filme que vi ontem, ou carinhosamente, da peli.
Ontem foi minha introdução ao cinema de Bollywood, digamos, bollywoodiano ;o)
Mulheres com maquiagens e roupas lindas, muitas cores, muita dança, muita música (que eu adorei) e muita coisa fora da casinha também.
Não me lembro o nome do filme, porque cheguei atrasada (como está acontecendo muito comigo aqui em Como, acho que pega dos italianos), mas a história falava de um cara meio italiano meio indiano que foi para a Índia aprender música com um cara muito rico de lá, esse cara tinha uma família gigantesca onde não era possível identificar quem era sobrinha, quem era filha, quem era o que.
É claro, a filha preferida do poderoso (Nandini) se apaixonou pelo italiano (Sameer, que significa briza suave).
Eles se beijam, ela pensa que está grávida, eles brigam, o pai promete ela pra outro (com um nome impossível de lembrar, mas vamos chamá-lo de Arroz), mas ela quer ir pra Itália atrás da briza.
Aí, depois de duas horas de filme, você pensa que acabou, vem a tela preta e a frase anunciando a metade do filme, sim, quatro horas escutando música indiana que falava do limão amargo. Como esses indianos gostam de limão amargo - bueno, isso deve explicar o odor das classes lotadas na universidade :(
Mas o interessante é que mostra muito da cultura indiana.
Quando o marido percebe que ela não gosta dele, resolve desistir e acompanhá-la a Europa a encontrar o outro porque a ama, bem, igualzinho a vida real, né?
Bom, aí o pai do Arroz (marido) fala pra ele:
- Você não consegue nem controlar sua mulher? (tipo: seu frouxo)
Outra coisa interessante é que as pessoas no filme mudam de opinião bem rápido, um minuto depois de dizer isso, o cara dá dinheiro pra ele ir pa Europa ajudar a esposa a encontrar o outro. Vê se pode! (daí o Arroz, aquele que acompanha)
E a segunda metade do filme se desenrola numa Itália que ninguém reconheceu, nem as paisagens nem o italiano falado lá, e olha que a sala estava cheia dos mais diversos idiomas (russos, macedônios, turcos, índios, e vai...).
Às vezes parecia o Brooklyn, às vezes Londres, num momento dançaram uma dança típica da Suíça, aparecia um que falava o idioma deles, tudo meio confuso.
Depois da peli fomos no Cinque Sensi, bat local das quintas-feiras, comentar a peli e tomar uns mojitos.
Disse pra um indiano que estava lá que queria uma roupa igual a da protagonista do filme, ele me disse que tinha na casa dele aqui em Como, eu fiz aquela cara de "ponto-de-interrogação" sabe?
Ele quer que eu vá na casa dele buscar? Tá pensando que vou usar a roupa da família dele? Ou tá querendo vender algo? (mas aí seria turco ;o)
Bom, depois de dois mojitos e de explicar para um turco o que era uma favela fui para casa escoltada por dois mexicanos e o Gokan (lembra de Dragon Ball ;o)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Glub Glub

Ando sem inspiração para postar aqui, mas hoje decidi que vai na marra!!!
No dia em que cheguei em Como pensei que teria milhares de histórias para contar, e estava certa, no momento eu penso "Bah, que legal, essa a Lili vai adorar", "Nossa! Isso é a cara do Cássio", "Ah! Se o Henrique estivesse aqui", "Quero minha mana!!!" e por aí vai...
Mas quando chego em casa, geralmente encharcada da chuva, já me esqueci e não tem jeito de lembrar.
Tenho memória de peixe!
E tá piorando com o clima de Como, chove todos os dias, e quando começa a chover parece que São Pedro abriu a torneira, ou melhor, o hidrante, aqui emcima e esqueceu.
Botas?!?!? Acho que vou comprar um par de 7 léguas, esse dia vi uma mulher toda cheia de si, com botas 7 léguas douradas.
O pessoal aqui na Itália é muito fashion, isso é verdade, um dos poucos mitos sobre a Itália que se confirmaram.
Os outros deixaram a desejar:
Homem lindo: bonitos eles são, mas onde foi parar a bunda dos italianos? e os músculos? todos uns mirradinhos.
Burocracia: essa não se confirmou, mas se SUPERconfirmou, registrar para poder se registrar, só aqui mesmo.
Fila: mentira! Italiano odeia fila, fura tudo que é fila na maior cara-de-pau. Mas isso não é problema meu, meto a boca. Aí ainda tive que escutar "Você está na Itália"
Ah! Outra coisa muito importante que foi confirmada: Comida!
Uhm! Que delícia! A comida aqui é muito boa mesmo, e a qualidade... 1000 a zero na Inglaterra.
Os italianos não têm costume de comida congelada, tudo fresquinho, mil tipos de queijos, salames, azeitonas, pães, pizzas, pastas... mas tudo caro também.
E o sorvete... o melhor do mundo fica na Piazza Cavour, um pecado!
Outra coisa... italiano é muito grosseiro, como quem é que eles aprendem, hein? Quando tá chovendo e passa um carro na rua, já ando com o guarda-chuva virado pro lado da rua, porque certamente virá mais água do lado que o carro passa do que do céu.
Ah! E uma coisa de dar inveja, todo mundo come pasta e pizza adoidado e ninguém tem barriguinha aqui, todo mundo magrinho. Espero que isso seja contagioso :)
Quase ia esquecendo, eles dirigem suuuuuper mal, têm aqueles carrinhos smart e mesmo assim não conseguem estacionar fazendo baliza, sem contar que correm igual loucos.
E a Itália está perigosa, everywhere, o primeiro lugar em que moro e me sinto insegura andando sozinha.
Mas mesmo assim, eu gosto daqui, mesmo que esteja virando peixe (começando pela memória)