segunda-feira, 11 de maio de 2009

Distâncias

A gente passa dez anos da vida tentanto encontrar um lugar onde se encaixar e de repente nos damos conta de que não é o lugar que faz sua vida mudar.
Podemos viver em cidade grande, onde o ruído, a rotina, a pressa abafem nossa solidão, ou num lugar muito pequeninho, onde seja impossível disfarçar o que sentimos e podemos estar tristes nas duas situações.
Porque um dia você acorda e se dá conta que o que importa não é onde que você vê sua vida passar, mas com quem.
E quando você abre os olhos para essa condição, vê também que já é tarde.
Que voltar atrás já não é a melhor solução, que ou as pessoas mudam juntas, ou as distâncias se tornam visíveis mesmo quando um ao lado do outro.
E voltar atrás não trará a você as pessoas que faziam parte do seu mundo, e nem as circunstâncias.
E segue seu caminho. Pensando que se talvez tivesse tentado voltar atrás quando as distâncias eram curtas, talvez você teria chegado a tempo.
E as distâncias se afastam cada vez mais, e você se dá conta que daqui pra frente as distâncias estão muito maiores do que daqui para trás.
E o que você faz então?
Senta e chora?
Não tem mapa que te ajude nessa situação.

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