Continuando a saga que me fez filosofar tanto nos últimos dias...
Então... feriadão, um sol do caramba, eu já estava super cozinhando, nada como uma voltinha na praia, né?
Tudo começou tão lindo, nada de transito, céu azul, pessoas felizes a caminho do mar geladinho da Itália.
Quando chegamos no primeiro pedágio e veio a Sky entrevistar a gente:
"E aí pessoal? Muito trânsito?"
"Que nada! Uma maravilha!!!"
Quinze minutos depois da maravilhosa entrevista, estavamos ainda a alguns metros de distância do pedágio e uma viagem de 4hs acabou levando 8hs.
Depois de pegar um bronze do lado direito (lado que entrava o sol no carro) chegamos em Rimini.
Claro! Quem é que foi a amável senhora que pariu esse tal de Murphy?
Chuva!
Ô coisinha!
Tudo bem, o sorrisão continuou nas nossas caras, um passeio na beira mar (com um frio de chorar), um macarrão frio (mas grátis) no hostel e uma festa cheia de gente metida e italianos liiiiiindos.
Sim, encontrei, sei onde eles se escondem agora.
O que foi que eu vim fazer em Milão/Como?
Bom, foco Daiane.
Retornando, meio tonta, para o hostel, fomos dormir.
O dia estava acabando quase bem quando eu resolvo levantar da cama para trancar a porta e "PAM"com a cabeça na cama de cima.
Minha cabeça começou a sangrar e o povo do meu quarto queria desinfetar com vodka.
"Não pessoal, vou lá na recepção ver se eles têm álcool"
Essa era pra ser a melhor parte da noite.
Chego na recepção, acompanhada da Iliana, porque eu já não sabia se dormia e caminhava ou se caminhava e dormia.
E um italiano LINDO se aproxima:
"O que aconteceu?"
"Ah, coitadinha! Deixa eu ver! Deixa eu cuidar disso!"
Sim, aconteceu, eu não estava sonhando!
E sei que não estava sonhando, porque quando estávamos voltando para o quarto do hostel a Iliana me beliscou:
"Sua tonta, porque não conversou com ele?"
Não sei, não sei, de verdade não sei, se foi a pancada, se foi o sono, ou a substância alcoólica que colocaram na minha cabeça para limpar a ferida.
Porque no final o hostel não tinha álcool, mas tinha vodka!!!
Bom, pensou que acaba por aí?
Cansado de ler?
Ok, vou dar uma acelerada.
Dia seguinte, fomos para República de San Marino.
São Pedro estava muito de mal com a gente, estava limpando o chão do céu com a mangueira aberta a toda, sem respeitar essa história de efeito estufa, consciência ecológica, ISO 14000 e essas coisas.
E depois de umas horas passando frio em San Marino, com um novo guarda-chuva amarelo e de ver tudo nublado, resolvemos voltar para Como.
Só que só ficou na intenção.
No caminho paramos para abastecer e ao invés de gasolina, entrou diesel e paramos!
Com direito a passeio de reboque e correr pra pegar trem pra Milão, chegamos em Como umas duas da manhã.
A viagem valeu, mesmo assim, a pena.
Porque a companhia estava Dez!
Mas depois de uma sequência de eventos azarados e me lembrando de todos os outros que aconteceram desde que eu cheguei aqui, parei de novo para pensar:
O que é mesmo que estou fazendo aqui?
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