quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ano dois mil e mais uns

Hoje estava pensando em como me fazem falta algumas coisas super fáceis de achar no Brasil, pode ser até que a gente encontre por aqui, mas tem que procurar, e eu não sou muito fã de sair catando coisa pra comprar, ainda mais quando é algo muito simples.
E nesse meu pensamento me veio em mente uma imagem do futuro, minha irmã e eu caminhando às margens do Senna e tendo uma dessas conversas super sérias que gurias têm:
D-Bah, sabe o que eu queria?
L-Uhm?
D-Um oito.
L-Daqueles de prender o cabelo?
D-É, eu tinha um desses, veeeeeelho, mas não sei onde foi parar.
L-Podia ter trazido um pra ti, né?
D-Bah, pior!
pausa
D-Eu lembro que tu tinha um bico de pato, tem ainda aquilo?
L-Ah! Sei lá, deve estar por algum canto lá da casa da mãe.
D-Falando em casa, tava pensando em ir pra casa no Natal de novo. Não adianta, eu gosto de Natal quentinho, hehehehe
L-Eu vou trabalhar, não vou conseguir juntar Natal e Ano Novo, por causa dessas férias agora.
D-Então de repente seria melhor, mesmo! ... Olha aquele cara.
L-Ahahaha! Dá pra ver tudo com aquela calça.
D-Ahahaha! Verdade! Mas não é daquele que tô falando. Olha (apontando)
L-Uhm, gatinho.
D-Mas então, voltando ao assunto...
L-Diga!
D-Aí eu compro um oito pra mim lá.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

O poder da indignação

Não sei o que tenho hoje, acordei com tudo do avesso, levantei com o pé esquerdo, passei de baixo de escada, sei lá, acordei indignada.
Com a vida, com tudo e com qualquer coisinha.
Com a faxineira que não tirou a roupa da máquina, com o motorista do ônibus que tentou passar na minha frente, com a pirralhada que não parou um minuto, com a mãe deles que me pediu pra ir comprar o uniforme deles.
E foi aí que eu descobri o poder da indignação.
Fui até lá reclamando, claro!
"Que droga! Tem que ser agora? Não posso fazer uma horinha de pausa? Putz! Ainda mais hoje, tenho que ir de carro! Do jeito que eu tô e o jeito que eu dirijo... perigo!"
A loja parecia que tinha desaparecido, andei, andei, andei... e depois que encontrei a loja, não encontrei mais lugar para estacionar.
Já estava pra lá de "p" da vida, dei meia volta e encontrei uma vaguinha, estacionei direitinho e olhei pra cima: proibido estacionar entre 10 hs e 12 hs.
Adivinha que horas eram?
O dia tem 24 horas e eu fui estacionar aí justo nessas duas horinhas proibidas.
Entra no carro, liga, marcha, bufa (hehe), reclama e vai procurar outro lugar pra estacionar.
Foi quando eu vi uma vaguinha, uma vaguinha bem pequeninha, onde mal cabia meu Volvo gigante que leva até 7 pessoas.
É aí!
O que? Eu? Fazendo baliza? Ahahahaha
"P" da cara, um e dois e pronto, baliza feita, carro estacionado.
O poder da indignação é mais forte!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Conversando com August (5 anos)

-Daiane? É você? Não te reconheci!!!
(eu estava com o cabelo preso)
-Acho que é por causa do cabelo, você me desculpe, mas... você parece um menino com o cabelo assim, pode soltá-lo?
(soltei o cabelo)
-Ah! Agora sim, como eu te conhecia!!!
-Que língua se fala na Itália? "Roman"?
(-Italiano, August!)
-Ah! Mas a capital não é Roma?
-Eu tenho uma amiga finlandesa e ela fala finlandês e eu sei falar um pouco de suéco, sabe que eu fui pra Suécia no verão?!?! Eu gosto muito de lá, tem balanço, trampolim e eu tenho uma bicicleta roxa.
-E você sabe que eu jogo rugby? Super bem!!
-Daiane, você já tem idade pra dormir fora de casa?
(hahahaha)
-Daiane, eu adoro a Itália, porque na verdade, minha comida preferida é massa, adoro massa, de qualquer jeito, com queijo... de qualquer jeito! Lazanha também!
(-Quando você for lá em casa para brincar eu faço massa com pesto pra jantar então)
-Mãeeee... vou jantar na casa da Daiane!!!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Sem fazer...

Sabe como é, né? O ser humano tem necessidades que não pode satisfazer a qualquer momento, ou seja, tem coisas na vida que a gente não pode fazer sempre que quer, situações que a gente não controla, coisas que não dependem somente do nosso desejo de fazer.

E já fazia três dias que eu não fazia, e aquela vontade!!!!

E eu só imaginava aquela sensação relaxante que dá no corpo depois que a gente faz, sabe?

Ufff!

Sei que tem gente que fica muito mais do que três dias seguidos sem fazer, não consigo entender como!!! Deve ser desesperador.

Estava aí, a oportunidade, na minha frente, tão fácil, tão tentadora, sorrindo para mim.

Não via a hora de chegar em casa e já comecei a imaginar aquela sensação boa que a gente tem depois de fazer, que deu até vontade de começar a tirar a roupa antes de entrar em casa.

Mas quando cheguei na porta de casa... um presente de aniversário.

Abro enquanto subo as escadas, um livro! (presente da Carol)

Um livro sobre uma história que passa na Índia, aiiiii...

Aí sim, a minha curiosidade aumenta e começa a competir com a vontade de fazer. E agora? Faço ou leio?

Que angústia, que difícil escolha!!

Entro correndo.

E, não adianta, essa mania que tenho, de fazer tudo de uma vez, é mais forte do que eu.

Sento no vaso e abro o livro.

Ufa!