Você já viu esse videozinho no youtube?: http://www.youtube.com/watch?v=LzEvX2eXufE
A parte da burocracia ilustra perfeitamente como tenho me sentido aqui nesse país do deixa pra depois.
Toda vez que entro em um carro ou ônibus que será conduzido por um nativo do país do macarrão, eu considero seriamente a idéia de tomar um Dramin, mas além do trivial, como a má condução e o mau-humor norte-italiano, tive a chance de vivenciar momentos únicos no meio da terra dos mamones.
Aqui a gente tem que comprar o bilhete do ônibus antes de subir, numa tabacaria ou em um bar, quantas pessoas que você conhece já tiveram o privilégio de subir em um ônibus sem bilhete e o motorista dar uma caroninha até o próximo bar pra você poder comprar seu bilhete?
Pois então,e não foi só isso, além de ganhar carona até o ponto mais próximo para comprar o bilhete o motorista, e as outras 15 pessoas que já estavam no ônibus, ficaram aguardando a aquisição ser feita para a viagem prosseguir com minha ilustre presença. Quer mais?
Sabe quando você pega metrô, trem, e tem aquela voz na estação dizendo as notícias importantes?
Tipo: linha tal não está funcionando...
Já ouviu essa voz dizendo: "corre, corre que esse é o último"?
Só faltava o metrô esperar também...
No aeroporto de Bruxelas, Bélgica, sabe como você fica sabendo que está regressando pra Itália?
Quando a fila se forma, quer dizer, o aglomerado de gente se empurrando, acho que os brasileiros precisam dar uma aula de fazer fila pro povo daqui.
E depois de mais de meio ano tentando me adaptar a este "casino" tive mais uma dose de teste de paciência essa semana quando fui comprar um cartão para poder usar a fotocopiadora da universidade.
Primeiro, para usar as fotocopiadoras da universidade você tem duas opções, ou compra um cartão pra usar nas que estão pela universidade, ou aguenta o mau-humor do tiozinho grego que trabalha na sala do Xerox, ironicamente conhecido como Mister Alegria.
Após tomar a importante decisão de dependência em fotocópias, você tem que descobrir onde vendem esse tal cartão.
E para minha surpresa a venda era automática, tipo aquelas máquinas que vendem camisinha, inclusive, num albergue na Bélgica tinha uma que vendia tanga comestível.
Só que a máquina de cartão de fotocópias só aceita moedas de 1 e 2 ou notas de 5 e 10, e não dá troco, assim começa a busca por pela quantia certa no formato adequado.
Com meu cartão em mãos me foquei na minha missão de fazer as minhas cópias, e adivinha?
"inválido"
Primeiro pensamento?
"Claro, Itália!"
Estava muito simples comprar cartãozinho e fazer cópias, e ir feliz para a classe.
E é claro que aqui, eles te vendem a coisa errada e não é problema deles, te vira negão!
Sem contar da cara de má vontade da tiazinha com quem você tem que compartilhar seu atual problema.
Mas tudo bem, cartão funcionando, cópias feitas, respira fundo e estou pronta para o próximo desafio da vida na Itália.
Pra que facilitar se a gente pode complicar?